O Famoso que eu mais odeio (Capítulo 1)

Feyre

-Amiga, – Amren, minha melhor amiga, falou entrando no meu quarto sem bater – vamos em um show?

– Oi, tudo bem? Eu estou bem, obrigada por perguntar. – Falei sendo irônica. – Desculpa amiga, mas eu quero ir em um show.

-Qual? 

-Do Rhysand.

-O que? Nem pensar, você sabe que eu odeio esse cara.

– Amiga, vai, por favor. – Ela fez aquela carinha de cachorro que caiu da mudança, que droga, ela sabe que eu não resisto. 

– Se eu for, você me deixa em paz? 

-Sim. 

– Sua chata. 

– Isso é um sim? – Só acenei com a cabeça. 

-Sério? Obrigada amiga. – Pulou em cima de mim, e começou a pular em cima da cama me abraçando. 

-Sai. – Empurrei ela para longe de mim – Sua maluca. – Falei sussurrando, e ela fingiu que não escutou. 

-Vou lá avisar a minha mãe. – Saiu sem me dar tchau. 

Meu nome é Feyre, tenho 20 anos, sou uma menina bem tímida, e por isso só tenho a Amren de amiga. Como vocês devem perceber, ela é super fã de um cantor, chamado Rhysand, mas posso falar uma coisa? Eu odeio esse cara, não sei o que todo mundo viu nele. Por que tanto ódio? Pelo que os jornais e televisões falam dele, ele pode ser o garoto mais bonito que eu já vi, mas não passa disso.

Ele vai fazer um show na minha cidade amanhã, e como vocês puderam ver, eu não quero ir, mas a Amren ia arrancar as minhas tripas para fora, e isso me dá medo.

Eu faço faculdade de jornalismo, e estou fazendo um estágio num famoso jornal daqui de New York, que se chama New York Time (foi bem difícil de conseguir esse estágio). Estou no quarto e último ano de jornalismo. 

– Filha vem almoçar. – Minha mãe gritou da cozinha. 

Eu desci correndo as escadas, e como sempre a minha mãe reclamou: 

-Nunca aprende, né Feyre? Um dia você ainda vai cair, e nem tente rolar os olhos para mim. 

– Eu não…. Como sabia? 

– Você sempre faz isso. 

Eu sentei na mesa, me servi, e comecei a comer. Eu e a minha mãe ficamos conversando, e quando terminei fui para o meu quarto. 

Estava com sono, então me preparei para dormir, quando fui me deitar, a minha mãe bateu na minha porta, e falou: 

– Telefone para você. – Veio até mim, e me entregou o telefone sem fio. – Alô? 

– É a Feyre? 

-Sim, quem fala? 

– Aqui é do New York Time, e queria saber se você podia entrevistar o cantor Rhyssand depois do show? 

Mesmo odiando ele, eu decidi aceitar, já que é uma grande oportunidade de trabalho. 

– Ainda está aí? Oi? 

– Ah… Desculpa, eu aceito sim, muito obrigada. 

– Então tchau. 

– Tchau.

Eu desliguei o telefone, e fui dormir, mas eu acordei várias vezes à noite por causa da minha ansiedade. 

—————-

Escutei o meu despertador tocar, e lembrei que hoje deveria ser o dia mais importante para mim (pelo menos profissionalmente). 

Fiz a minha higiene matinal, troquei de roupa por que eu ia na Amren contar a novidade (e não queria contar pelo celular, ia ficar menos empolgante, e eu queria ver a reação dela). Desci as escadas, só que desta vez devagar, pois a minha mãe com certeza iria reclamar. 

– Vai sair filha? 

-Vou mãe. 

– Vai aonde? E vai sair sem tomar o café da manhã? 

– Vou na Amren, e lá eu como. 

-Tudo bem, se cuida, tchau. 

– Tchau. – Eu dei um beijo nela, peguei as coisas que precisava, e sai de casa. 

Eu não precisava ir de carro, porque a casa dela é dois quarteirões depois da minha.

Cheguei na casa dela, e entrei sem bater na porta, eu praticamente já era de casa, a Amren e a mãe dela estavam sentados na mesa, a Amren já foi logo fazendo as piadinhas dela.

– Que isso? Virou a casa da mãe Joana agora? – Nem respondi. Fui direto para a mesa, peguei um bolo de milho e café. 

– Não tem mais educação, não? – Falou brincando. 

– Deixa, estou com fome. 

– Na sua casa não tem comida? 

– Tem, mas decidi comer aqui.

– Olá Feyre.

– Olá tia.

– Posso saber o que está fazendo aqui? – A tia Fernanda perguntou.

– Não posso mais visitar uma amiga? 

– Claro que pode, mas você não ia vim nessa hora do dia só para visitar ela.

– Tá bom, você venceu.

-Eba. – Bateu as palmas, parecendo uma criança, eu já disse que às vezes essa minha amiga tem demência?

– Pode contar. 

– Eu vou entrevistar o Rhysand depois do show. – Ela começou a gritar, eu automaticamente tampei os meus ouvidos. A mãe dela já tinha saído, para deixar a gente a sós. 

– Sério isso? Não creio, não creio. 

-Respira menina. – Comecei a abanar ela com as minhas mãos. – Posso ir com você? Nunca te pedi nada. 

– Não. 

-Porque? – E começou a chorar forçadamente. – Por favor, por favor, por favor. – E fez a carinha do gato de botas. 

– Só dessa fez. 

-Eba. – Pulou em cima de mim, e eu empurrei ela. 

– Não me abraça. 

– Tá, tá, nós temos que pensar nas roupas que a gente irá no show. – Ela pareceu pensar. – Já sei, vamos ao shopping. 

– O que? – Gritei. – Eu não gosto do shopping, e você também tem um monte de roupa. 

– Querida, para conhecer o gostoso do Rhysand, roupa nunca é demais.

– Vai você.

– Você vai, nem que eu tenha que te levar amarrada. – Me estremeci só de pensar na cena, eu já falei que ela cumpre o que promete? Se não, estou falando agora. 

– Tudo bem.

– Aí amiga, vai ser tudo de bom. 

– Tá, agora eu tenho que ir para casa, para depois a gente ir ao shopping.

– Então Tchau. – Dei tchau para ela e sai da sua casa. 

Chegando em casa, eu fui direto me arrumar. Coloquei uma roupa bem básica, que nada mais e nada menos era uma blusa branca , escrito: I LOVE NEW YORK, e que tinha uma parte maior do que a outra, e uma legging da cor preta. 

– Vamos. – Entrou no meu quarto. 

-Sim.

Ela estava com um cropped preta, e uma bermuda com um tom de rosa bem clarinho (quase bege). 

Peguei as minhas chaves, entramos no meu carro, e eu dirigi até o shopping, nós ficamos conversando durante o caminho todo. 

chegamos no shopping, e já começamos a entrar em várias lojas de roupas e sapatos, depois de meia hora eu já tinha me decidido, só que a Amren é muito indecisa e no final ela encontrou a roupa que ela queria na primeira loja que visitamos. 

– Eu estou cansada. 

-Sempre cansada, né Feyre? Então vamos para casa. 

Quando nós íamos embora, vimos uma aglomeração de pessoas, quando chegamos perto, era…

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