
Feyre
– Feyre. – Escutei alguém me chamar, quando eu olhei era o Azriel, e ele estava com o Rhysand, até eu admito que ele estava muito lindo.
Fui em direção a eles, quando cheguei lá, falei:
– Oi.
– Oi. – Os dois responderam.
– Senta com a gente. – Eu notei que o Rhysand deu um olhar mortal para o Azriel, acho que ele não gostou, eu fiquei tris… O que? Triste com isso? Eu era para ficar feliz, não era?
– Acho melhor não.
– Porque?
– Porque o Rhysand parece não gostar.
– Não, tá tudo bem, senta aí.
– Ok.
Eu sentei do lado deles, e o Azriel me perguntou:
– Quando a entrevista vai ao ar?
– Na próxima semana.
– Você achou que ficou legal? – O Rhysand falou meio apreensivo.
– Se você foi sincero e falou com o coração, então vai correr tudo bem.
– Mudando de assunto, vai pedir o que?
– Um hambúrguer.
– Sério?
– Porque a surpresa?
– Eu pensava que você era igual as outras meninas que só vivem na dieta.
– Você não me conhece.
– Parece que não.
– Então porque vocês não marcam para sair juntos?
– Porque eu ia fazer isso?
– Para se conhecerem melhor.
– Por mim tudo bem, e para você Feyre?
– Para mim tudo bem, mas onde?
Ele pareceu pensar, até que disse:
– Surpresa, mas já vou avisando que é para levar roupa de banho.
– Que horas?
– Ás 8:00 da manhã.
– Para que tão cedo?
– Vai ser longe.
– Vai me levar para uma praia?
– Já disse que era surpresa.
– Seu chato.
– Que biquinho fofo. – Agora que eu notei que eu estava fazendo bico.
– Param de ser tão fofos.
– Fofos? – Ele assentiu – Ele e eu? – Ele assentiu de novo. – Só pode está me zoando.
– Admita que vocês formam um casal muito fofo.
– Casal? Rhysand, acho que ele bebeu.
– Claro que não. – Ele falou espantado.
– A conversa está boa, mas tenho que ir.
– Quer que eu te acompanhe?
– Não precisa.
– Eu faço questão.
– Tudo bem.
– Você veio de carro?
– Vim.
– Azriel você fica com o nosso carro?
– Claro.
– Tchau Azriel. – Fui até ele e beijei o seu rosto.
– Tchau Feyre, tchau Rhysand.
– Tchau.
Fomos até o carro dele.
– Quem dirige?
– Pode ser você.
– Ok. – Ele abriu a porta de carona para mim, e eu entrei, depois ele deu a volta no carro e entrou.
No caminho de casa a gente ficou num silêncio perturbador, até que ele coloca uma música, que por incrível que pareça não era dele, que se chama: Bad Blood da Taylor Swift.
– Você conhece muitos artistas?
– Na verdade, a maioria são interesseiros e falsos.
– E você não é?
– Não. – Eu fiquei surpresa.
– Como não?
– Você vai me conhecer.
– Como?
– Esqueceu do nosso encontro?
– Não é um encontro.
– Jura? Para mim é.
– Não é não.
– Nós dois sozinhos, sem ninguém para trabalhar, num lugar romântico, mesmo você ainda não sabendo, se conhecendo melhor, então me diz: isso não é romântico?
Me dei por rendida e falei:
– Está bom, eu me rendo, isso parece um encontro.
– Viu.
Eu estava tão entretida na conversa que eu não tinha notado que não estávamos no caminho de casa.
– Para onde você está me levando?
– Surpresa.
– Já te digo que eu odeio surpresa.
– Essa você vai gostar.
– Domara.
Deu 10 minutos e eu não acreditei onde eu estava. ele pareceu perceber o meu espanto.
– Que foi? – Não respondi. – Se não gostou a gente pode vol…
Eu abracei ele, e quando fiz isso senti o meu corpo ganhando vários choques, mas não era ruim, era uma coisa boa. Ele pareceu surpreso, mas depois me abraçou de volta.
– Obrigada Rhys. – Falei com a minha cara no pescoço dele o cheirando, e cara ele tinha um cheiro tão gostoso, tinha cheiro de sabonete de bebê, coisa que eu amo.
– Do que você me chamou? – Ele me soltou para me olhar, e eu percebi um brilho diferente no olhar dele, só não sei o que é.
– De Rhys, mas se não gostou eu posso parar de te cha…
– Não, eu amei Feyre.
– Então vamos entrar?
– Vamos.
Nós estávamos no parque de diversão, e tinha de tudo, desde acerte o alvo até montanha russa.
– Aonde você quer ir primeiro?
– Pode ser montanha russa?
– Espera um pouquinho.
– O que foi?
– Sério isso? Você gosta desse tipo de coisa.
– Gosto, você não?
– Posso admitir uma coisa?
– Claro que pode.
– Eu tenho medo de altura.
– O que? – Eu tentei segurar o riso, mas foi impossível, depois de uns longos minutos rindo até a minha barriga doer, eu falei alguma coisa – Mas você é famoso, tem que andar de avião.
– Sim, mas mesmo assim eu tenho medo.
– É tipo um trauma?
– Que eu sabia não.
– Então tá, a gente não vai.
– Vamos sim.
– Mas vo…
– Não importa o que eu disse, você quer ir, não quer? – Eu assenti com a cabeça. – Então vamos.
Ele me puxou com a mão, e fomos na fila, e ela não estava muito grande, em menos de três minutos nós estávamos no carrinho da montanha russa. quando o carrinho começou a andar ele segurou a minha mão forte, e já estava começando a doer, mas mesmo assim eu não soltei, estava tão bom assim.
-*-
Quando a gente saiu ele se ajoelhou no chão e começou a vomitar.
– Não acha melhor nós irmos embora?
– Porque diz isso?
– Porque você está passando mal.
– Você se preocupa comigo?
– Claro que sim, eu não sou uma insensível.
Eu comecei a puxar a mão dele para irmos para o carro, mas ele parou de caminhar, eu tentei puxar ele, mas ele é mais forte do que eu.
– Vamos Rhys.
– Não.
– Porque? – Eu me virei na direção dele.
– Você não está se divertindo? – Ele pareceu triste.
– Claro que eu estou Rhys, só estou preocupada com você.
– Não precisa, eu já estou melhor.
– Você está falando a verdade? – Falei com desconfiança.
– Estou.
– Ok, vamos ficar, mas se você passar mal me avisa logo e vamos direto para casa.
-Ok, agora quer ir para onde?
– Tiro ao alvo.
Fomos até a cabana e o Rhys falou para o moço.
– Quantos que é?
– Cinco reais. – É impressão minha, ou ele não parava de olhar para mim?
Ele tirou o dinheiro e deu para o moço. Dê primeira o Rhys acertou e ele me perguntou:
– Vai querer o que?
– Escolhe você.
Ele olhou, olhou e olhou até que achou uma coisa, que era um urso branco, tinha um coração no pé, estava com as mãos unidas e segurando flores. O moço pegou e me deu.
– Que linda Rhys. – Beijei o rosto dele, e pensei que poderia ser mais do lado.
– Não querem mais alguma coisa? – O moço ainda não tirava os olhos de mim.
– Não, obrigado. – E impressão minha ou o Rhys estava com raiva dele, por algum motivo que eu desconheço.