
Saphira
A minha vida sempre teve mordomia, os meus pais são super ricos, mas nunca se gabaram e sempre deram carinho para mim. Eu tenho um irmão, chamado Tales, ele já está na faculdade, diferente de mim que ainda está no colegial, ele tem 22 anos (eu só tenho 18), ele faz economia, e é super inteligente, só que mesmo assim não é Nerd, ele adora ficar bêbado e sempre tá trabalho para os nossos pais, mesmo assim eles nunca o trataram com desrespeito, sempre foi tratado com muito amor.
Agora falando de mim, eu sou Saphira Lolla Mitchell, tenho cabelos cor de fogo (nunca pintei e nem pretendo, ele é lindo assim), eles são cacheados, olhos verdes que parecem duas saphiras (daí surgiu o meu nome), e tenho os lábios bem rosados e não muito cheios.
Eu adoro ler e escrever, mesmo assim não sou considerada como nerd, meu sonho é ser uma escritora muito famosa, mas até lá, me contento com as fanfics que eu escrevo.
Sempre tive vários homens correndo atrás de mim, por causa da minha beleza incomum, mas eu ainda acredito em alma gêmea, e espero encontrar a minha futuramente, por isso não dou muita bola para eles.
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– Saphira vamos. – Tales falou me despertando dos meus pensamentos.
– Para onde? – Falei não entendendo nada.
– Você não escutou nada do que eu disse?
– Não, desculpe, pode repetir? – Falei com toda a educação que eu tinha.
– Ah, esquece, ninguém me escuta mais nessa casa. – Falou furioso, e logo saindo de casa.
– Tales, espera, desculpa. – Falei correndo atrás dele, mas quando eu vi, ele já tinha saído com a sua moto com uma velocidade impressionante, só espero que ele não morra no processo.
Entrei dentro de casa e fui assistir um documentário no sofá, falando nisso, eu amo documentário, principalmente se houver tubarão (mesmo assim nunca gostei desse animal). Fiquei assistindo até cair no sono.
Acordei num susto pois ouvi alguém gritando, e quando eu abri os olhos, todo mundo estava chorando e gritando, me aproximei da minha tia que parecia mais calma.
– O que houve?
– Espera, você não soube? – Falou parecendo surpresa.
Foi aí que eu senti falta do Tales, aonde será que ele está?
– Não soube do que? Cadê o Tales, tia?
– Saphira, é melhor você se sentar.
– Não quero sentar, eu perguntei onde está o Tales?
– Querida, ele estava em alta velocidade, não deu tempo de ele frear, o caminhão cortou a sua frente, e… – Ela fez uma cara que parecia que ia chorar.
– E o que tia? Me conta, o que houve? – Falei, mas já sabia a resposta.
– Ele faleceu.
– O quê? Não, não pode ser. – Falei desesperada. – Tia, me fala que isso é mentira, por favor? – Falei suplicando, mas ela fez um não com a cabeça e me olhou com pesar, foi nessa hora que eu comecei a chorar.
Me sentei no sofá e não sabia por quanto tempo eu estava chorando, só sabia que eu queria que Deus me levasse ao invés do meu irmão, eu sei que ele é problemático, mas ele é uma pessoa boa.
– É tudo culpa minha. – Falei ainda chorando.
– O que? Não Saphira, não pensa assim. – Falou a minha mãe me abraçando.
– Você não entende? – Nessa hora eu esfreguei as minhas mãos na bochecha para pelo menos tentar limpar as minhas lágrimas. – Eu fui a última pessoa que o vi, eu não o escutei, eu poderia ter o impedido.
– Acredita em mim quando eu digo que cada pessoa tem uma hora e dia exato para morrer, e você não poderia fazer nada.
– Eu poderia sim. – Fiquei repetindo essas palavras sussurrando e abraçando os meus joelhos.
– Querida… – Falou me abraçando ainda mais forte. – Olha para mim. – Ela levantou a minha cabeça nas direções dos seus olhos e o que eu vi me assustou, elas estavam sem vida, parecia só uma sombra de uma mulher que já existiu. – Nunca, me ouviu? Nunca se culpe, e tenho certeza absoluta que o seu irmão nunca ia fazer isso.
– Mas ti…
– Nada de mais Saphira. – Falou agora autoritária. – Vai dormir um pouco, a manhã já é outro dia. – Falou agora com uma voz doce.
– Okay, boa noite.
– Boa noite saph. – Falou usando o meu apelido que só o Tales usava, eu beijei a sua testa e fui para o meu quarto.
Eu e a minha tia sabíamos que eu não ia dormir. Eu me deitei na cama, e comecei a chorar, a minha vontade era de morrer, sair desse mundo que só está poluído com essas pessoas que só pensam nelas, sair desse mundo hipócrita e manipuladora, mas eu sabia que não seria possível, eu poderia tentar me suicidar, mas sabia que nunca teria coragem.
Eu chorei tanto, que já nem sabia que horas eram. cada lágrima que cai de mim, parece que a dor só aumenta.
– Saphira. – A minha mãe bateu na porta e depois entrou. – Filha. – Falou vindo correndo na minha direção. – Não fica assim, vai ficar tudo bem, tá?
– Mãe, eu não sei como vou sobreviver sem ele. – Falei soluçando ao falar depois de tanto chorar.
– Vai sim filha, eu sei que vai. – Falou para mim, mas eu sentia que estava tentando reconfortar mais ela do que mim. – Filha, não sei se é uma boa hora, acho que nunca é. – Falou correndo uma lágrima dos seus olhos, mas a limpou. – O enterro do seu irmão vai ser hoje, quer vir?
– E a escola?
– Acho que um dia não faz mal.
– Okay, eu vou, devo isso a ele.
– Isso mesmo, agora vai lá se arrumar.
Saiu do meu quarto, eu peguei a primeira roupa que eu vi na minha frente, ou seja, um vestido que era um pretinho básico que ia até o meio das minhas coxas, e nada muito especial, não queria sair toda arrumada, pensando bem, o meu irmão ia adorar isso, eu ri com os meus próprios pensamentos.
– Ah mano, como você faz falta. – Falei para mim mesmo.
Peguei uma sandália também preta de salto alto, e desci as escadas.
– Está linda. – Falou a minha tia que me deu a notícia.
– Obrigada, bem que isso não foi a minha intenção. – Falei não entendendo como eu consegui essa proeza.
– Você nem precisa, já é linda de natureza, agora vamos, o carro já está nos esperando. – Falou me apressando.
Entrei no carro, e fiquei calada o caminho todo, quem me conhece, sabe que eu falo pelos cotovelos, mas hoje é uma exceção, eu sinto que se eu falar um “ai” eu vou começar a chorar e não vou parar mais.
Quando eu menos percebi a gente já tinha entrado, sai do carro e vi que tinha vários repórteres.
