O Plano Perfeito (Capítulo 11)

O  céu  negro    tremia   com    as   pancadas quê trovões,  quê   ressoava   por  todo  a  extensão. As  primeiras  gotas   já  caíam   sobre  a  terra,  banhando  o  homem   estático.

– Sasuke._  a  voz  de  Karin   clamou.

– De  você,  eu  nunca  cobrei  nada._  disse  em  um  sussuro. – Sempre  disse  que  não  a  correspondia,   quê   por  mais  que  tivéssemos    prometidos  um  ao  outro,  eu  não  sentia  nada  além  de    um  afeto  de  irmãos. _ rosnou. – Mas  Suigetsu,  você   me  decepcionou  mais   que  Karin. Por  que  para  você,  eu  repeti  que  se  houvesse  um  homem   que   estivesse   interessado    nela,  eu   a   deixaria   livre.  E  por  diversas   vezes  questionei   aos  dois  se  havia  algo  entre  vocês, e  mesmo  assim,  escolheram   me  enganar?

– Não  foi  dessa  maneira   Sasuke,  aconteceu._  Suigetsu,  usou   de   palavras  fúteis  para  Justificar   o  seu  erro. – Karin,  vinha  sentindo-se   abandonada   por  você. Ofereci   a   minha  ajuda,  ela   aceitou,  foi  ela!_  acusou   a   ruiva.

Karin   chocada   começou  a   indagar   e  gritar  que  não  fez  sozinha,  culpando   os  dois  homens   à   sua  frente.

–  Qualquer   mulher   faria   isso,  quando   o  seu  noivo   não   lhe  dá   atenção!_  gritou.

– Vocês  dois   são   estúpidos._  cuspiu  as  palavras. – Não   existe  motivos  ou  desculpas  que  justifique  uma  traição. Não  culpe  Karin,  pela  a  sua  falta  de  fidelidade   e  compromisso  com  a  nossa  amizade   Suigetsu._ rosnou. – Eu,  Karin,  apenas   dei a  você  o  meu  respeito  como   pretendente. Não   diga  que   procurou   outro   por  falta  de  atenção,  isso   é   muito  feio. _  suspirou. – Irei   cancelar  esse  casamento,  não  se   preocupe,  direi  que   meus  sentimentos  mudaram. Mas  tudo  que   quero   é   que  sumam   da   minha  frente.

Sasuke  assistia   o  mover  do  vento  nas  árvores,  da  sacada   de  sua  casa   escultava  Kushina   brandar   em   alegria   pela  vista  da  sobrinha  de  fios  avermelhados. E  antes  que  começasse  a  contar,  Naruto  vinha  em  disparada  em  sua  direção.

– Você  está  bem?_  questionou  ao  amigo.

– Estou  sim._  sorriu. – Irei   passar  o  dia  fora    com  Sakura,  então  cuide   das  coisas.

O  olhar  do  loiro  tornou-se   mais  urgente  com  aquelas   palavras,  afinal   Naruto   era  o  único  Uzumaki   que  sabia  o  que  realmente   aconteceu   entre   Sasuke , Karine  Suigetsu. O  loiro   também   presenciou   o  afastamento   do  Uchiha  sempre  que   a  ruiva  ia  visitá-los.

– Estou  bem   de   verdade._  suspirou. – Foi  ela  quem   propôs   que  saíssemos.

– A  cunhada?_  disse  surpreso.

– Eu  mesma,  meu  caro   Naruto._  disse  atrás  dos   dois.

Ambos   viraram-se   para  contemplar   a  mulher,  que  vestia   um   lindo  vestido  de  cetim   branco   com   bordados   azuis   em  forma   de   pétalas. Um  chapéu   de  cor  marron  com  bordados   e   um  grande  laço  atrás.

– Sakura,  você   está   muito  bonita._ elogiou. – Tem  certeza  que  vai  apenas   passear   no  lago,  e  não,  conhecer a grande  cidade?

– Oh, levarei    tudo  o  quê  disse  como  elogio   pela  minha  beleza,   e  também  a  escolha   das  minhas  vestes._  sorriu. – você   está  brilhante   como    o   sol   nesta  manhã,  será   que   é   por  que  irá  acompanhar   a  senhorita  Hyuuga   em  um  passeio?_ piscou   para   o  Uzumaki.

Esse  corou,  com  um  sorriso   bobo.

– Minha  esposa   é   belíssima._  disse  o  Uchiha. – Sakura,  tem  certeza  que  essas  são   as  roupas  certas   para  uma  tarde  no  lago.

– Isso  direi   quando   estivermos   lá._  declarou  iniciando    sua   caminhada  para  fora   da  sacada  de  sua  casa.

Sem  entender    o   significado   das   palavras  da  esposa ,  o  homem  a  seguiu   de   perto. Ambos  despediram-se  de Naruto,  o  Uchiha  guiava   a   esposa   pelo  caminho  que  faziam  a  pé.

– Quando   nasci,  o   meu  pai  me  desprezou._  iniciou  Sakura   enquanto   acompanhava   o   moreno. –  Disse  que  uma  filha  mulher  não  ajudaria  em   nada. Minha  mãe   morreu   quando   eu  estava  na  adolescência,  e  logo  depois,  meu  pai, tentou  me   matar  colocando  veneno  em  uma  sopa. Depois  disso  nunca  consegui  comer  comidas  facilmente. _  suspirou. – Ele  me  vendeu  para   um  grande  Barão   aos  quartoze,  Barão  Hatake,  me  espancou  e  me  obrigou  a  fazer  coisas  que  eu  não  queria. Mas  um  dia,  eu  machuquei  ele   com  uma  adaga, rasgando  o  olho  esquerdo._  sorriu   amarga. – Por  vingança   ele   cozinhou  uma  sopa, e  lá   colocou  veneno. Depois  de  me   espancar   por  horas,  me  obrigou  a  comer._ soltou  uma   risadinha. – Por  um  milagre  sobrevivi. Parece  que  sou  imune   a  veneno.

– Não  precisa   lembrar  dessas  coisas._  afirmou   olhando   nos   olhos   esmeraldas.

– Eu  confio   em  você  Sasuke._ segurou  no  braço  dele. – Contei   isso  por  que  quero  que  você  saiba   quem   a  sua  esposa  foi ,  e    o  que   ela  fez  para  ser  quem  é   hoje._ encarou  os   olhos  negros.

– Eu  sei   quem  você   é._  parou  de  andar,  segurou  o  rosto  pequeno   em  suas  mãos. – Sakura  Uchiha,  a  mulher  mais  linda  e  corajosa. A  primeira  mulher  que   me  defendeu, a  primeira   e  única  que  faz   o  meu  coração  pular, quando   anuncia  que  eu,  sou  o  seu  marido._  aproximou-se   dos  lábios  vermelhos. – A  única  que  me  faz   querer  cruzar   essa   linha. Mas  também  é  a  única  mulher  que  me  dá   o  prazer  de  esperar.

A  Uchiha  sorriu   com   o  tom  sôfrego   do  marido. Ele  estava  demonstrando   que   a  queria   de  todas   as  formas,  mas  quê   esperaria   por   ela.

Voltaram   a   caminhar   até  entrar  em  um  local  aberto,  com   um  belo   lago   e  grandes  árvores   que   fazia   sombra  em  todos   os   lugares. Uma  bela  vista,  tão  bela  quê  fez  Sakura  sorrir  abobalhada.

– Então,  por  quê  veio   com  essa  roupa?_ indagou  o  Uchiha. – Não  é   uma  crítica,  está   muito   linda. Mas  eu  quero  saber  o  motivo.

– Bom._  retirou  o  chapéu,  deixando-o   sobre   a  cesta   onde  trouxe a   comida. – Minha  mala   não   foi  feita   por  mim, meus  vestidos   são   precários. Esse  foi  o  único  quê  se  salvou._ corou.

O Uchiha  sorriu   da   rosada,  puxou  o  corpo   para   mais   perto   do   dele,  beijou  a  bochecha   rosada.

– Querida,  hoje  desejo   avançar   um  pouco._  disse. – Por  isso  deixarei   para  contar   aquilo  que   lhe  causa   curiosidade   depois. Esta   bem?_ sussurou.

– Sasuke._ suspirou. –  em  quê,  você  quer  avançar?

Não  sabia  se  era  inocência   ou  provocação  por  parte  dela. Mas  o  Uchiha   beijou   devagar   o  canto   da  boca   avermelhada.

– Irei  beijá-la._ confessou. – Mas  Sakura,  não  estou   ordenando,  ou  apenas  pedindo. – Suspirou. – Estou  suplicando,  implorando   para  que   me   permita   beijá-la  de  agora   em  diante._  suplicou  em  um  clamor.

– Eu  sou  a  sua   esposa  Sasuke._ respondeu  em  um  sussuro. – E  eu,  desejo  que  você  me  beije.

Com  apenas   uma   palavra,  as  grandes  mãos   trouxe   o  rosto  delicado   de  encontro   aos   seus  lábios. Com  carinho  os  lábios  finos   dançava   com  a  boca  avermelhada,  saboreando  cada  canto   e  espaço.

As  grandes  mãos  desceram   até    as  mãos  macias,  levandos  até  a  sua  nuca, mantendo  as  ali.  Descendo  uma  de  suas  mãos   até  a  cintura   fina   a  trazendo  mais  para  si.

Após   o  beijou,  que  cessou  aos  poucos  até   tornar-se   um  singelo  beijo. A Uchiha  escondeu   a  face  enterrando-a   sobre  o  peitoral   do  marido,  esse  que  sorriu   achando   uma  fofura  aquela   reação.

– Por  quê  você  se  parece  um  tomate  agora?_  acariciou   os  cabelos  longos. – Isso  é   normal  entre   casais._ sorriu  erguendo  o  rosto  avermelhados  para  si.

– Eu,  nunca  havia  beijado  ninguém  dessa  forma._  desviou  o  olhar.

– Com  amor   e   paixão?_ apertou  a  cintura  fina. – Então   eu  sou  o  único?_  viu  a  rosada  assentir. – Já  me  sinto   o   homem   mais   sortudo   de  todos. Acho  que   posso   até   carregá-la   na  volta  para  casa. Com  um  braço   apenas._ soltou  uma  piscadela   fazendo  a  esposa  gargalhar.

Aproveitaram  a  tarde   com  muita  diversão  e  tranquilidade,  vez  ou  outra  o  Uchiha   roubava   uns   beijos. Sempre  com  a  desculpa  que   estava  viciado, e  já   não  conseguia  mais  parar.

A  rosada   sempre  sorria  de  uma  ou  outra   coisa  que  Sasuke  falava,  e  ele  fazia  apenas   para  a  mesma  rir. Quase   perto  de  ir  embora,  o  moreno  à  puxou   para  deitar-se    com  ela   a   beira   do   lago.

– Quando   eu  cheguei   na  fazenda  Uzumaki,  fui  acolhido   de   bom  grado  e  de   braços   abertos._  acariciava   os   fios  rosados. – Kushina  e  Minato  sempre  me  lembravam   que   eu  sou  como  um  filho  para  eles. E  Naurto,  nunca  deixou  que  eu  me  esquecesse   que  não  importa  o  que  eu  fizesse,  ele  seria  o  meu  irmão. E  por  receber   todo   esse  amor,  me  senti  na  obrigação   de  me  comprometer   em  cuidar  da   única  sobrinha  da  tia  Kushina ._ suspirou. – Karin  chegou   pré-adolescente,  depois  da  morte  dos  pais,  ela  e   o  irmão  foram  enviados   para  parentes  diferentes. Logo   criamos  um  laço,  e   usei   desse   uma  desculpa  para  pedir   Karin   em  casamento._ sorriu  amargo. – Mesmo  que  eu  dissesse   que  havia  apenas   como   uma  querida  amiga,  ela  insistiu  que  eu  mudaria  ao  longo  dos  anos. E  nesse  meio  tempo  conhecemos  Suigetsu   e  Juugo,  dois  recentes  formados   em  grandes   cidades. Eu  via   os  olhares  entre  Karin  e  Suigetsu, por  isso   questionei  os  dois  várias  vezes  se  havia  a  possibilidade. Mas  ambos  negaram.

A  mão  delicada   de  Sakura  subiu  até   o  rosto  de  Sasuke,  acariciou  a  face  tensa. Tranquilizando-o.

– Duas  semanas   depois,  encontrei   os  dois   no  quarto  de  Karin   na  casa  dos  Uzumaki’s._  crispou  os  lábios. – Não  estavam  nu’s   totalmente,  mas   era  nítido  as  intenções. Brigamos,  criamos  uma  história   para   Tio  Minato  e  a  tia  Kushina   para    o  fim  do  noivado.

– Por  quê  não  contou  a   verdade?_ questionou.

– Karin  é  como   uma  filha  para  a  senhora  Uzumaki._ suspirou. – Se  dissesse  a  ela,  temia   que  o  coração   dela  a  engana-se   ou   pior,  que  se  partisse  em  tantos  pedaços  que  não  fosse  capaz  de  se  curar._ encarou   os  olhos  brilhantes. – Está   tudo  bem. Põe  que  antes  eu  não  tinha  um  alguém  que   me  defendeira. Mas  agora, graças  à  Deus,  tenho  a  minha   Sakura._  abraçou   o   corpo  pequeno.

– Sim,  eu  vou  te  defender._  beijou   de  forma  tímida   os  lábios   do  marido.

Feliz ,  aproveitou  do  momento   para   beija-lá   uma, duas,  três   e   incontáveis  vezes.

–  Temos   que  voltar._  alertou a  rosada.

– Não!_  choramingou   abraçando   mais  forte  a  mulher. – Vamos  ficar  aqui,  por  favorzinho. Eu  vou  me  comportar._ Fez  bico. – Uh?

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