

O céu negro tremia com as pancadas quê trovões, quê ressoava por todo a extensão. As primeiras gotas já caíam sobre a terra, banhando o homem estático.
– Sasuke._ a voz de Karin clamou.
– De você, eu nunca cobrei nada._ disse em um sussuro. – Sempre disse que não a correspondia, quê por mais que tivéssemos prometidos um ao outro, eu não sentia nada além de um afeto de irmãos. _ rosnou. – Mas Suigetsu, você me decepcionou mais que Karin. Por que para você, eu repeti que se houvesse um homem que estivesse interessado nela, eu a deixaria livre. E por diversas vezes questionei aos dois se havia algo entre vocês, e mesmo assim, escolheram me enganar?
– Não foi dessa maneira Sasuke, aconteceu._ Suigetsu, usou de palavras fúteis para Justificar o seu erro. – Karin, vinha sentindo-se abandonada por você. Ofereci a minha ajuda, ela aceitou, foi ela!_ acusou a ruiva.
Karin chocada começou a indagar e gritar que não fez sozinha, culpando os dois homens à sua frente.
– Qualquer mulher faria isso, quando o seu noivo não lhe dá atenção!_ gritou.
– Vocês dois são estúpidos._ cuspiu as palavras. – Não existe motivos ou desculpas que justifique uma traição. Não culpe Karin, pela a sua falta de fidelidade e compromisso com a nossa amizade Suigetsu._ rosnou. – Eu, Karin, apenas dei a você o meu respeito como pretendente. Não diga que procurou outro por falta de atenção, isso é muito feio. _ suspirou. – Irei cancelar esse casamento, não se preocupe, direi que meus sentimentos mudaram. Mas tudo que quero é que sumam da minha frente.
Sasuke assistia o mover do vento nas árvores, da sacada de sua casa escultava Kushina brandar em alegria pela vista da sobrinha de fios avermelhados. E antes que começasse a contar, Naruto vinha em disparada em sua direção.
– Você está bem?_ questionou ao amigo.
– Estou sim._ sorriu. – Irei passar o dia fora com Sakura, então cuide das coisas.
O olhar do loiro tornou-se mais urgente com aquelas palavras, afinal Naruto era o único Uzumaki que sabia o que realmente aconteceu entre Sasuke , Karine Suigetsu. O loiro também presenciou o afastamento do Uchiha sempre que a ruiva ia visitá-los.
– Estou bem de verdade._ suspirou. – Foi ela quem propôs que saíssemos.
– A cunhada?_ disse surpreso.
– Eu mesma, meu caro Naruto._ disse atrás dos dois.
Ambos viraram-se para contemplar a mulher, que vestia um lindo vestido de cetim branco com bordados azuis em forma de pétalas. Um chapéu de cor marron com bordados e um grande laço atrás.
– Sakura, você está muito bonita._ elogiou. – Tem certeza que vai apenas passear no lago, e não, conhecer a grande cidade?
– Oh, levarei tudo o quê disse como elogio pela minha beleza, e também a escolha das minhas vestes._ sorriu. – você está brilhante como o sol nesta manhã, será que é por que irá acompanhar a senhorita Hyuuga em um passeio?_ piscou para o Uzumaki.
Esse corou, com um sorriso bobo.
– Minha esposa é belíssima._ disse o Uchiha. – Sakura, tem certeza que essas são as roupas certas para uma tarde no lago.
– Isso direi quando estivermos lá._ declarou iniciando sua caminhada para fora da sacada de sua casa.
Sem entender o significado das palavras da esposa , o homem a seguiu de perto. Ambos despediram-se de Naruto, o Uchiha guiava a esposa pelo caminho que faziam a pé.
– Quando nasci, o meu pai me desprezou._ iniciou Sakura enquanto acompanhava o moreno. – Disse que uma filha mulher não ajudaria em nada. Minha mãe morreu quando eu estava na adolescência, e logo depois, meu pai, tentou me matar colocando veneno em uma sopa. Depois disso nunca consegui comer comidas facilmente. _ suspirou. – Ele me vendeu para um grande Barão aos quartoze, Barão Hatake, me espancou e me obrigou a fazer coisas que eu não queria. Mas um dia, eu machuquei ele com uma adaga, rasgando o olho esquerdo._ sorriu amarga. – Por vingança ele cozinhou uma sopa, e lá colocou veneno. Depois de me espancar por horas, me obrigou a comer._ soltou uma risadinha. – Por um milagre sobrevivi. Parece que sou imune a veneno.
– Não precisa lembrar dessas coisas._ afirmou olhando nos olhos esmeraldas.
– Eu confio em você Sasuke._ segurou no braço dele. – Contei isso por que quero que você saiba quem a sua esposa foi , e o que ela fez para ser quem é hoje._ encarou os olhos negros.
– Eu sei quem você é._ parou de andar, segurou o rosto pequeno em suas mãos. – Sakura Uchiha, a mulher mais linda e corajosa. A primeira mulher que me defendeu, a primeira e única que faz o meu coração pular, quando anuncia que eu, sou o seu marido._ aproximou-se dos lábios vermelhos. – A única que me faz querer cruzar essa linha. Mas também é a única mulher que me dá o prazer de esperar.
A Uchiha sorriu com o tom sôfrego do marido. Ele estava demonstrando que a queria de todas as formas, mas quê esperaria por ela.
Voltaram a caminhar até entrar em um local aberto, com um belo lago e grandes árvores que fazia sombra em todos os lugares. Uma bela vista, tão bela quê fez Sakura sorrir abobalhada.
– Então, por quê veio com essa roupa?_ indagou o Uchiha. – Não é uma crítica, está muito linda. Mas eu quero saber o motivo.
– Bom._ retirou o chapéu, deixando-o sobre a cesta onde trouxe a comida. – Minha mala não foi feita por mim, meus vestidos são precários. Esse foi o único quê se salvou._ corou.
O Uchiha sorriu da rosada, puxou o corpo para mais perto do dele, beijou a bochecha rosada.
– Querida, hoje desejo avançar um pouco._ disse. – Por isso deixarei para contar aquilo que lhe causa curiosidade depois. Esta bem?_ sussurou.
– Sasuke._ suspirou. – em quê, você quer avançar?
Não sabia se era inocência ou provocação por parte dela. Mas o Uchiha beijou devagar o canto da boca avermelhada.
– Irei beijá-la._ confessou. – Mas Sakura, não estou ordenando, ou apenas pedindo. – Suspirou. – Estou suplicando, implorando para que me permita beijá-la de agora em diante._ suplicou em um clamor.
– Eu sou a sua esposa Sasuke._ respondeu em um sussuro. – E eu, desejo que você me beije.
Com apenas uma palavra, as grandes mãos trouxe o rosto delicado de encontro aos seus lábios. Com carinho os lábios finos dançava com a boca avermelhada, saboreando cada canto e espaço.
As grandes mãos desceram até as mãos macias, levandos até a sua nuca, mantendo as ali. Descendo uma de suas mãos até a cintura fina a trazendo mais para si.
Após o beijou, que cessou aos poucos até tornar-se um singelo beijo. A Uchiha escondeu a face enterrando-a sobre o peitoral do marido, esse que sorriu achando uma fofura aquela reação.
– Por quê você se parece um tomate agora?_ acariciou os cabelos longos. – Isso é normal entre casais._ sorriu erguendo o rosto avermelhados para si.
– Eu, nunca havia beijado ninguém dessa forma._ desviou o olhar.
– Com amor e paixão?_ apertou a cintura fina. – Então eu sou o único?_ viu a rosada assentir. – Já me sinto o homem mais sortudo de todos. Acho que posso até carregá-la na volta para casa. Com um braço apenas._ soltou uma piscadela fazendo a esposa gargalhar.
Aproveitaram a tarde com muita diversão e tranquilidade, vez ou outra o Uchiha roubava uns beijos. Sempre com a desculpa que estava viciado, e já não conseguia mais parar.
A rosada sempre sorria de uma ou outra coisa que Sasuke falava, e ele fazia apenas para a mesma rir. Quase perto de ir embora, o moreno à puxou para deitar-se com ela a beira do lago.
– Quando eu cheguei na fazenda Uzumaki, fui acolhido de bom grado e de braços abertos._ acariciava os fios rosados. – Kushina e Minato sempre me lembravam que eu sou como um filho para eles. E Naurto, nunca deixou que eu me esquecesse que não importa o que eu fizesse, ele seria o meu irmão. E por receber todo esse amor, me senti na obrigação de me comprometer em cuidar da única sobrinha da tia Kushina ._ suspirou. – Karin chegou pré-adolescente, depois da morte dos pais, ela e o irmão foram enviados para parentes diferentes. Logo criamos um laço, e usei desse uma desculpa para pedir Karin em casamento._ sorriu amargo. – Mesmo que eu dissesse que havia apenas como uma querida amiga, ela insistiu que eu mudaria ao longo dos anos. E nesse meio tempo conhecemos Suigetsu e Juugo, dois recentes formados em grandes cidades. Eu via os olhares entre Karin e Suigetsu, por isso questionei os dois várias vezes se havia a possibilidade. Mas ambos negaram.
A mão delicada de Sakura subiu até o rosto de Sasuke, acariciou a face tensa. Tranquilizando-o.
– Duas semanas depois, encontrei os dois no quarto de Karin na casa dos Uzumaki’s._ crispou os lábios. – Não estavam nu’s totalmente, mas era nítido as intenções. Brigamos, criamos uma história para Tio Minato e a tia Kushina para o fim do noivado.
– Por quê não contou a verdade?_ questionou.
– Karin é como uma filha para a senhora Uzumaki._ suspirou. – Se dissesse a ela, temia que o coração dela a engana-se ou pior, que se partisse em tantos pedaços que não fosse capaz de se curar._ encarou os olhos brilhantes. – Está tudo bem. Põe que antes eu não tinha um alguém que me defendeira. Mas agora, graças à Deus, tenho a minha Sakura._ abraçou o corpo pequeno.
– Sim, eu vou te defender._ beijou de forma tímida os lábios do marido.
Feliz , aproveitou do momento para beija-lá uma, duas, três e incontáveis vezes.
– Temos que voltar._ alertou a rosada.
– Não!_ choramingou abraçando mais forte a mulher. – Vamos ficar aqui, por favorzinho. Eu vou me comportar._ Fez bico. – Uh?