

Uma semana e o trio que veio da grande cidade, se mantinham ali. Pela manhã , Juugo ia até a plantação com Minato, Naruto, e Sasuke.
O senhor Uzumaki que viajou no dia em que eles ali chegaram, ao retornar demonstrou toda a sua surpresa com a aparição de Karin naquele lugar, a final a ruiva de olhos na cor de um rubi nunca foi afeiçoada aquele lugar. Desde muito jovem desprezou o lar aonde foi acolhida, odiava a paisagem que julgava entediante.
Os homens se davam bem, se caso o Hosuki não estivesse ali, pois o loiro platinado soltava palavras hostis direcionadas ao moreno. Com recentes acontecidos, Sasuke sempre se mantinha longe do Hosuki, não por sentir-se intimidado, mas sim, para manter a calma.
Mas, naquela manhã em específico, não era Sasuke Uchiha que iria defender a si mesmo, na verdade era outra Uchiha. Uma com a língua mais afiada, de olhos intimidadores e pés que esmagam sem dó.
– Sasuke?_ a voz da mulher soou surpresa em ver o marido na cozinha. – Deixe que eu faça isso, pode voltar para lá._ aproximou-se da mesa, colocando a cesta com as verduras.
– Comecei a ensinar-lhe a cozinhar á poucos dias, e já se senti corajosa o suficiente para fazer isso sozinha?_ ergueu uma sobrancelha.
– Ora essa, sou uma boa aluna._ ergueu o queixo. – Aprendi rapidamente, mesmo com um professor como você._ se colocou ao lado do marido, a frente do fogão.
– Qual o problema com os meus métodos?_ indagou cruzando os braços.
Sakura bufou afirmando que não podia chamar de métodos ele lhe beijar à toda e qualquer oportunidade que encontrava durante as aulas.
– Mas o beijo é o prêmio pela a boa aluna quê é!_ agarrou a cintura da mulher, puxando corpo delicado para si. – Aliás minha esposa, está belíssima com esse vestido.
– É, vermelho cai muito bem em._ ergueu o rosto até o marido.
Neste momento o Uchiha aproveitou a oportunidade, tomou os lábios da esposa para si. A beijou com amor e devoção, não deixando tempo para ela indagar ou brigar com ele.
Prometeu que não avançaria mais que aquilo, mas ele nunca disse quê não iria desfrutar das oportunidades de beijar os belos lábios da esposa. Ao ver que Sakura cedeu aos beijou, desceu as duas mãos até a cintura fina, apertando-a sobre o seu corpo.
Girou o corpo, fazendo com quê Sakura ficasse de costa para o fogão, e ele a frente do corpo dela, de costas para a porta. Foi o primeiro a perceber uma presença atrás de si, mas mesmo assim não quis parar, então apenas ignorou quem quer que fosse, mas parece quê a pessoa não pensou nisso.
– Sasuke Uchiha!_ exasperou Kushina aos pés da porta, causando um grande susto em Sakura que corou envergonhada. – Isso são horas de ter esse tipo de demonstração?
– Oh, tia Kushina._ falou com grande ironia. – Não havia sentido a sua presença. Estava muito ocupado com Sakura, e se me permite dizer, a culpa não foi minha. Sempre lhe avisei que se caso me casasse, a senhora deveria bater três vezes antes de entrar._ sorriu largamente.
– Senhora Uzumaki, nos perdõe._ apressou-se Sakura. – Não ligue para as palavras de Sasuke.
O moreno bufou com as palavras de Sakura, e como ele não consegue domar o lado infantil perto da esposa, passou o braço ao redor da cintura fina trazendo-a para junto de seu corpo. Obviamente ignorou o olhar mortal que ela o lançou, dando-lhe um simples sorriso.
– De qualquer forma, peço que tenha cuidado se agora em diante._ disse cautelosa. – Temos visitas, e como bem sabe Sakura, são amigos de Sasuke. Eu, não desejo que eles sintam-se constrangidos. _ sorriu. – A propósito querida, vim buscar você para juntar-se a um chá comigo e com Karin.
– A senhora é inexplicável tia._ disse Sasuke soltando uma risadinha. – Afinal, a senhora Uzumaki nunca muda não é mesmo?_ soltou Sakura, indo até a ruiva, ficando cara a cara.
– Sasuke, por favor._ pediu Kushina. – Contenha esse seu lado selvagem, não faça Sakura desistir de você, como fez com Karin._ rosnou.
– Basta ela chegar para você voltar ser quem era._ sorriu assoprando. – Levará Sakura até lá, e assim irá falar sobre as origens dela. Falará coisas horríveis sobre a aparência dela, a machucando._ crispou os lábios. – Tia, retorne para a sua casa. Beba esse maldito chá com Karin, converse sobre as suas fofocas, e bem sei que a minha esposa será o centro delas._ gargalhou amargo. – Peça qualquer coisa, mas não me suplique para deixar-las a sós com ela. Não, isso eu nunca farei tia.
O clima tenso dissipou-se quando a Uchiha tomou a frente do marido.
– Se deseja ter paz senhora Uzumaki, então Irei com a senhora._ declarou firme.
A ruiva sem contestar virou as costas saindo do cômodo. Sakura olhou nos olhos de Sasuke, sorriu deixando apenas um aperto na mão do marido.
– Estarei logo ali._ sorriu.
Caminhou até a ruiva que se dirigia a casa grande, ela até a metade do caminho ficou em silêncio. Mas já na porta da casa de cor branca, disse.
– Meu sobrinho tem um grande temperamento._ soltou uma risadinha, como se tivesse dito uma piada.
Já dentrou da casa, Karin estava sentada a frente da mesinha de centro onde o chá estava. A ruiva quando sentiu a sua presença, mudou a feição, deixando transparecer nos olhos âmbar um brilho maldoso.
– Irei buscar os lanches._ disse Kushina.- Sente-se Sakura._ apontou para o lugar que ficava frente a frente com a ruiva mais nova.
– Minha tia é tão bondosa._ afirmava a ruiva. – Aceita que o homem que me rejeitou morar na fazenda dela._ suspirou enquanto toma o chá.- E ainda aceita, uma prostituta que ele trouxe com sua esposa. Realmente, bondosa.
A Uchiha que olhava para a xícara fixamente com receio de beber do líquido, suspirou sorrindo. A boca maldosa da Uzumaki, lhe deu a chance que precisava.
– Oh, estava curiosa para saber qual a estúpida história que você criou para disfarçar a sua traição._ cruzou as pernas, assumindo uma postura superior. – Então, você trai o seu noivo com um estrangeiro qualquer. E ainda o culpa, usando a sua tia como fuga?_ sorriu com o olhar chocado da mulher. – Você foi tão tola. Perdeu um grande homem, com feitos que fariam você acreditar em magia._ sorriu maliciosa com as palavras sugestivas.
– Como fala coisas assim, na frente de uma dama?!_ exasperou surpresa. – Tenha mais respeito pela mulher a sua frente, sou uma dama, você pode ser a mulher daquele inútil.
Karin calou-se ao ver a xícara de Sakura vazia, a havia jogado o líquido em seu rosto. Pronta para gritar e avançar na rosada, congelou com a face da mulher, imponente.
– Você é iludida garota._ com as pernas cruzadas, pós o cutuvelo sobre a cocha descansando a cabeca na palma da mão. – Não sei quem contou a você que era a protagonista de um tedioso livro de contos de fadas, mas eu necessito lhe informar._ pigareou. – Então eu serei a vilã. Bom, tenho que iniciar um discurso digno, não?_ se ergueu de seu lugar, sentando-se ao lado de Karin. – Se acha que a sua beleza é tudo, você está errada querida. É claro, homens vão querer o seu corpo e as suas habilidades. Mas o seu corpo logo envelhecerá, e bom, as habilidades, tem mulheres que sabem muito mais que você._ sorriu. – Então, se não soube apreciar quando havia um lugar para você e me refiro ao meu marido._ aproximou-se do ouvido da ruiva. – Aconselho que não pense em voltar atrás, pois neste trono está o meu marido e eu estou bem confortável aonde estou, sentada é claro._ piscou provocativa.
A Uchiha ergueu de seu lugar, alisou o próprio vestido e saiu desfilando pela grande sala, encontrou Kushinha durante o trajeto. Antes que a ruiva questionasse ela soltou.
– Obrigado pelo convite, mas eu não me reúno com traidores._ saiu pela porta.