

– Sakura não tenha medo, minha querida._ a voz fraca repetia, os lábios estavam descascados e brancos.
A mulher de cabelos dourados segurava firmemente as mãos da pequena crianças. Os olhos verdes refletia a dor e angústia da criança, que se segurava no corpo da mulher .
– Mãe!_ soluçava com dor. Ali, deitada à uma semana naquela cama, estava a sua mãe, a única pessoa que lhe protegeu todos os dias.
– Vamos orar._ pediu. – Para quê um dia, um dócil homem possa protegê-la._ com os olhos cheios de lágrimas sorriu.
A criança de apenas doze anos chorava sem consolo, e com muito custo repetiu as palavras da mãe.
– Meu Deus, o senhor que derrama a sua misericórdia sobre os seres pecadores._ inspirou. – Peço quê mantenha os seus olhos sobre a minha Sakura, a minha criança que tanto sofre. Deus meu, bem sei que o senhor não trata seus filhos diferente, mas eu rogo-lhe que olhe pela a minha menina e quê em algum momento o senhor der a ela um protetor que ame-a. Por favor._ a voz tornou-se fraca e logo muda.
– Amém._ disse a pequena menina de olhos fechados, ao abrir foi tomada por surpresa. – Mãe!_ chorou alto agarrada ao corpo.
…
– Sakura!_ gritou Kizashi da sala, e logo a menina veio até ele. – Esse é Kakashi Hatake, um conhecido. Estamos com problemas então, você ficará com ele.
A rosada sabia bem, seu pai estava a vendendo para aquele homem alto de cabelos brancos. Mas ela enganava -se, acreditando que seu pai, fazia aquilo por que a amava.
– Sua pestinha!_ girtou Kakashi com o olhos machucado, rojando sangue.
Sakura respirava com rapidez, estava segurando o punhal no qual feriu o homem que tentou abusar de si. O sangue manchando a pele de sua bochecha, escorregando pelo pescoço.
Mas por um erro seu, Kakashi segurou em seu pescoço com as duas mãos, estava lhe enforcando à cada minuto mais. E ela agonizava com receio e medo em seu íntimo.
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Os grandes olhos abriram-se, puxava com força o ar. O corpo pequeno ergeu-se em desespero, sentia o peito acelerado e angústia de momentos antes, eles eram a sua memória.
Respirou fundo ao olhar e ver que era apenas um pesadelo, ela estava na casa dela como na outra noite. O corpo caiu sobre os travesseiro fofos, acalmando o coração e a mente.
– Oh, Bom Deus!_ ofegou pondo o ante-braço sobre a testa, mas novamente um grande estalo veio sobre si, e esse era as memórias da noite passada. – Oh, Bom Deus!_ puxou a coberta para cima, mas viu algo que a surpreendeu. – Oh, Bom Deus, Sakura!_ esbravejou ao ver o próprio corpo nu.
Como se estivesse assistindo um espetáculo, reviveu os momentos da noite com o seu marido. Os toques , os beijos, os gemidos. E Deus, como ele os fez com maestria, cada movimento e cada palavra que saia de si, eram feitos com grande louvor sem erro algum.
– Você ficou enlouqueceu!_ corou enquanto batia na própria testa. Ao tentar mover o corpo, sentiu um grande protesto por parte de seu corpo, ele lhe doía e ardia em certos pontos.
Mesmo com ardência ergeu o corpo por completo, o lençol caiu revelando a parte superior de seu corpo. Havia grandes manchas vermelhas espalhadas do seu busto até o início do ventre, tudo estava marcado por grandes vermelhidão.
E ao pensar mais um pouco, recordou-se de seu marido, o moreno que a possuiu, ele a marcou e suspeitava que não era só a parte superior. Ao descer devagar da cama, deixou que o lençol fosse ao chão, revelando o corpo com marcas até as panturilhas.
– Você acordou?_ a voz rouca lhe despertou.
– Você me deixou assim!_ apontou para o corpo todo.
O moreno caminhou até ela, puxou o lençol a cobrindo novamente, ergeu o corpo pequeno em seus braços e a deitou na cama.
– Eu não consegui me conter._ deitou sobre ela. – Você é tão linda, cheirosa e tão irrestivel._ como um gato manhoso, acariciou o rosto da rosada com o seu. – Foi quase impossível me conter, desculpa._ beijou-lhe na testa.
– Veja só!_ gargalhou. – Sasuke Uchiha me parece que você é um gatinho manhoso._ apertou as bochechas de Sasuke.
O Uchiha entrando na brincadeira miou, e miou, é logo após agarrou o corpo sobre si. Beijou a esposa com paixão, e logo após os cobriu com o lençol.
– Sasuke!_ exclamou entre os risos
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1 Mês Depois
Sasuke estava se arrumando, Minato levaria ele e Naruto para uma expedição na terra Natal de Sasuke.
– Sakura, tranque tudo antes de dormir._ estava na varanda de casa com a esposa. – Deixei comidas prontas, então coma logo. Utilize verduras boas, e frutas frescas . E nada de comer coisa pouca._ a repreendeu. – Por favor tenha cuidado a noite, okay?_ beijou a testa da rosada.
– Sasuke é só uma noite!_ exclamava Minato. – Pela amor de Deus homem!
Sakura e Naruto sorriram das palavras se Minato, o moreno Uchiha estava aflito de deixar a mulher pela primeira vez sozinha. Mesmo que ela tenha repetido que sabe lidar bem com a situação, o Uchiha repetia regras e mais regras.
– Querido, sei bem cuidar de uma casa._ beijou o rosto do moreno. – Pare de atrasar o Senhor Uzumaki e Naruto, vá logo ._ soltou ele.
Contrariado o moreno apenas sentiu, beijando-a de forma casto nos labios e sorrindo logo após.
Ao acenar até eles sumirem, Sakura voltou para a grande fazenda disposta a terminar seus afazeres e iniciar o fazer do almoço. Em todo tempo não havia visto a Uzumaki ruiva, pensou que a mesma estivesse em casa presa ao próprios afazeres.
– AH!!_ o grito rompeu a paz e silêncio da fazenda levando a Uchiha deixar as panelas irem ao chão.
Em pânico a rosada apenas levou consigo uma frigideira, em passos rápidos correu até o centro do pátio onde olhou ao redor procurando invasores. Com receio e em angústia olhou na direção da casa principal, e novamente o grito soou, sendo a confirmação que Kushina Uzumaki estava em perigo.
Caminhou até a janela que dava para ver a sala, assustou-se. Kushina estava amarrada sentada em uma cadeira, as mãos, os pés, e também a boca estava tampada por um pano.
Pronta para quebrar a janela com o cabo da frigideira, seu corpo paralisou ao levantar os olhos e presenciar uma face conhecida. O homem com vê-los ruivos entre os fios grisalhos, estava de frente para Kushina e falava algo.
Sakura sem acreditar, quebrou o vidro mais perto da fechadura. Adentrou a casa com a respiração afoita, e com lágrimas e angústia gritou.
– KIZASHI!_ aos pés da porta com olhos brilhando em lágrimas. A pessoa que muito guardou rancor, mas sempre quis rever pois ele ainda era o seu pai.
Naquela sala, o homem paralisou ao deslumbrar a criança que desprezou e vendeu, há muito tempo atrás.