O Plano Perfeito (Capítulo 15)

O  corpo   volumoso  do  velho  ruivo    estava  acentado   em  uma  cadeira  de  madeira,   olhava   fixamente   para  a  mulher  de  queixo  erguido   e  olhar   assasino. A  criança   franzina  que   tomou  como  inútil, estava  ali,  lhe  analisando   como  um   predador.

– Você  mudou._ disse  Kizashi. – Era  medrosa  e  magricela,  mas  agora  está  com  o  olhar   de  quem  mataria  o  próprio  pai._ gargalhou.

– O  senhor  pelo  contrário,  não  mudou  nada._  analisou   dos  pés  a  cabeça. – Continua   o  mesmo  homem  covarde  que  se  escondia   debaixo   da  cama   com  medo   dos   seus  credores._ gargalhou  com  o  ruivo.

A  face   do  homem   tornou-se   rosada, as  palavras   haviam   lhe  acertado   em  cheio. A  grande  mão   chocou-se   com  velocidade  e  brutalidade   no  rosto   da  mulher,  sendo  tão  forte   que  a  fez  cair  para  trás.

Kizashi   havia   passado    por  cidades  entre  cidades,  procurando   aquele   na  qual   aplicaria   um  golpe  e  até   mesmo  os  mataria   pela   fortuna. A  vida  do  homem   estava  sendo  de  miséria,  fugiu  da  casa  onde  morou  com  a  falecida  esposa,  pois  estava  sendo  assombrado   por  suas  próprias  memórias.

Muitos  diziam   que  homem  sucumbiu a  loucura,  mas  não  era  a verdade,  o  mesmo  apenas  havia  usado  de  desculpas  para  continuar  fugindo  de  seus  devedores. Após    vender  a  filha,  não  conseguiu   conter  as   grandes   dívidas  e  as  novas  que  fazia.

– Ainda   lembra-se    das  surras   que   dava em  você   e  na  idiota  da  sua  mãe!?_ gritou. – Você  chorava   ao  vê-la  ensanguentada._ gargalhou. – No  fim, nenhuma  das  duas  foi  tão  Inútil. Sua  mãe,  vendia  o  corpo   para    nos  trazer  sustento. E você? Bom,  tornou-se   empregada   na   casa   de  fazendeiros.

Sakura  não   havia   contado    que  casou-se   com   o  sobrinho  de  Kushina.

Flashback

– Kizashi?!_ exclamou   com    angústia  e  dor.

– Sakura  Haruno!_ gritou    após  cair   em  grandes   risadas. – Não  acredito  que  a  inútil  Sakura,  tornou-se   uma   criada   nesta  grande   fazenda._ voltou-se  para  Kushina,  pegou  a  faca   e  apontou  para  Sakura. – Essa  é  minha  filha, a  vendi  alguns   anos  atrás. Mas  não   me  julgue,  estava  falido, então   ela  foi  a  minha   única  saída.

Os  olhos  azuis   de  Kushina  tornaram-se  maiores,  estava   surpresa  com   descaso  de  um  pai   para   com  a   filha. Com  pena  olhou  para  a   rosada   que   encarava   o  homem,  o  semblante   de  choro.

– O  que  faz  aqui?_  fechou   a   porta  atrás   de   si.

– Fiquei  sabendo  que   as  fazendas   tornaram-se  fartas  de  dinheiro  nesta  colheita._ ainda  com   a  faca  em  mãos,  a  colocou  no  pescoço   da   ruiva. – Veja   as  roupas   dela,  e  fina   e  rica. Mas  deixe  de  conversar   paralelas, conte-me   como  foi  ser   a   prostituta   mais  cara  do   palácio?

Sakura  congelou,  ele  sabia. Kizashi   sabia  o  que   ela  foi  obrigada   a  se  tornar, e  mesmo  assim   divertia-se  as  suas  custas.

– Acho  que  não  contaram   o  resto  para  o  senhor,  pai._  disse  a   última  palavra  com  um  gosto  amargo. –  Não  passei  nem  uma  semana   lá,  pois  incêndiei   o  quarto   onde   fiquei. Com  medo  de   a   minha  tentativa  de   suicídio  assustar os  cliestes   e   manchar   a  reputação , me chutaram    para   fora._ sorriu.

–  Louca!_  gritou   alterado.

– O  único   que   não   está   lúcido  aqui  é   você._ rosnou   já   próxima   dele. – A  mulher  que   amarrou   e   aterrorizou, tem  um  marido  que   lhe  mataria   apenas   com  um  soco._  agarrou  a   gola  da  camisa   de  Kizashi. – Volte   a  si, e  Fuja!_ o  empurrou   para   longe   de  Kushina.

Ao  ver  abertura, a   rosada    puxou  a  faca   de  Kizashi,  cortava  com  rapidez   e  força   as  cordas   em   Kushina. O  homem  havia   caído    e  batido   a  cabeça,  imaginou  que  ele   estava  desmaiado    então   focou-se  em  ajudar   a   ruiva.

– Corra   Senhora!_  ordenou  Sakura   para  a  ruiva.

A  ruiva   atendeu   o   pedido  da  jovem,   sumiu    pela   área   de  cozinha. Sakura   ficou,  asseguraria   que  Kizashi  não  fosse  atrás  da  ruiva.

– SUA  PIRRALHA!_ gritou  atingindo  a   filha   com   um  ferro.

Ele   havia  acordado,  pegou    a  chaleira  de  ferro   e  atingiu  a  rosada  com   ódio.

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A  risada  de  Sakura  brandou   por  todo  o  cômodo. Ela  havia  acordado  a  pouco  tempo,  mais  suspeitavam  onde  ele  havia  a  levado.

O  corpo   deitado  no  chão,  por  conta  da  força  do  tapa,  vibrava   com  a  rosada  descontrolada. O  sangue  descia   entre  os  lábios.

– Você   nós   trouxe   para   a  casa  que  tanto  te  assombra._  esperneou  enquanto  sorria. – Ah,  você  queria   uma   reunião  de  família? Está   esperando  que  mamãe  te  sirva   um  caldo   de  carne?_ ergeu   a  cabeça   enquanto  dizia   tudo  com  um  riso.

– Sua   maldita!_  pronto   para   bater  novamente   na  mulher   ele   foi  ate  e lá  mais   paralisou.

O   olhar  verde   não   lhe  dizia  nada,  não  havia  medo  ou  temor. E  isso  lhe  assustou,  pois   todas   as   mulheres  choravam  em  sua   presença.

– Como  ousa?_ ergeu  o  corpo,  limpou  os  lábios. – Sabe   Kizashi,  algo  está   me  irritado  desde  que  eu  o  vi._  limpo   a  poeira   do  vestido. – Meu  nome,  é Sakura  Uchiha. Você  e  eu   não   temos   mais  ligações, casei. E  uma  vez  você  disse, quando  se  casa  a  família  do  seu  marido  se  torna   a   sua  família._ sorriu. – Mamãe  sofreu  na  suas   mãos. Então  o  seu  pecado  é  tão  grande,  que  não  chegaria  vê-la  nem  mesmo   pelas  brechas  dos  portões   celestiais.

– Você  é   como  a  sua   mãe!_ agarrou   a  garganta  de  Sakura.

Sufocada  e  com   medo, deixou  que  corpo  reagisse. Sua   perna   acertou   a  masculinidade   do  homem,  levando-o   a  cair   de  joelhos.

Com  a  visão    embaçada    e  tossindo,  ergeu  o  corpo  trêmulo   apoiando-se   nas   paredes    procurou  a   porta   de  saída e  com  muito  custo  encontrou-a   em  um  canto. Em   passos   rápidos   saiu  correndo, olhou  ao  redor  e  deslumbrou  a velha  casa  que  vivia  com  amada  mãe,  mas  ela  não   amava  aquele   lugar,  ela  o odiava.

Com   pressa   e    já  com   estabilidade   saiu   da  residência   ganhando   o  quintal  cheio  de  mato,  correu   para  fora  do  terreno   entrando   na   estrada  que  talvez  a  levaria   para   casa. Para  despistar  Kizashi,  foi   pela  mata,  correria   quantos  quilômetros  fosse  necessário   para voltar  para  Sasuke, para  a    sua  casa.

Ao  anoitecer  não   parou, pois  ainda  sentia  que  estava   muito   perto  de  Kizashi. Com  medo  da  irá  do  ruivo  temeu  por   sua  vida,  e  por  isso  recusou  qualquer   descanso   que  seu  corpo  pedia.

Voltou   para  a  estrada,  o  céu  negro   brilhava  com  as   estrelas  em  seu  auge, cansada   e   ferida   pelo  golpe  na  cabeça,  respirava   com  dificuldade. Os  grandes   olhos   olharam   para  trás,  tremeram   ao  ver  uma  carroça   e  ela   vinha   com  velocidade extrema   em  sua  direção, não  restava   dúvida    era   Kizashi.

Apressou-se    ao  correr,   o  peito  pedia  que  parasse,  mas   ela  não   podia,  não  naquele   momento.

– Meu  Deus!_  chorou. – Por  favor,  cuide  do  meu  Sasuke   por  mim._  pediu   aos  prantos,  acreditava   que  ia  morrer.

Pronta   para  adentrar  a   mata   tropeçou, caiu  deitada   no  barro,  mas  ergeu-se  ao  ver  Kizashi   ali  perto. Sakura  estava  perdida,  ela  tinha  certeza  que   era  ele  quem   vinha   na  estrada   em  uma  carroça.

– Você  é   resistente._ puxou  o  cabelo  róseo    para  trás. – Pare  de  fugir, e  ou   vou  matá-la.

A Uchiha  aceitando   o  fim  que   teria,  não  temeu  e  apenas   respondeu.

– Vamos   lá  Kizashi!_ o  incentivou. – Mate  a  sua   filha,  assim  como  matou a  esposa!_ gritou. – Minha  mãe  foi  infectada  por  alguma  doença   graças  aos  homens  que  você  ma dava   lá   em  casa!_ cuspiu  em  sua  face.

– Vadia!_ deferiu   um  tapa   em  Sakura. Aproveitou  que  ela  não  reagiu  e  a  socou com  brutalidade, inciou  agressões   que  marcavam  o  rosto  e  o   pescoço.

Sakura  lutou, arranhou  os  olhos  e  a  bochecha  de  Kizashi. Mas  o  homem  sentou-se   sobre   o  corpo   pequeno  lhe  enforcou.

Ela  lutou   agarrando   as  mãos   do   homem,  agonizava   com   o  sangue  na  boca  e  com  a  visão   embaçada. As  lágrimas  caíam   de  seus   olhos, ao  ver  o  fim.

Derrepente   viu  Sasuke,  ele  estava  lindo  vestido   por   roupas   brancas  e  pretas. Ele  sorria   e  lhe  dizia  algo, mais   ela  não  escultava   pois  seus  ouvidos  estavam  zunido.

BAM!

O  som   despertou  de  seu  desmaio, as  mãos  grandes  fogaram-se   em   sua  garganta   dando-lhe  a  chance  de  buscar  o  ar  e  lutar   pela  vida. Ergeu  o  rosto  machucado e  viu,  Kizashi   caído  do   seu  lado  ensanguentado, ele  foi  baleado  pelas  costas.

Os   olhos  verdes   derramavam-se  em  lágrimas   ao  deslumbrar  o homem  que  corria   em   sua   direção. Ele  puxava  o  ar  com  a  boca,  as  bochechas   estavam  vermelhas   e   os  cabelos  suados.

– SAKURA!_ gritou  puxando  o  corpo  sujo  de  sangue. – Desculpe,  eu  demorei  muito._ a  voz  estava  embargada. – Por  favor  me   desculpe   querida._  abraçou-a   enquanto  chorava

– Graças   a  Deus,  você   chegou._ disse  antes  de  se  entregar   ao  cansaço e  desmaiar.

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O   sol   já   nascia  novamente,  quando   os  raios  de  sol   tocaram   a   pele   da  Uchiha  que   descansava  na  cama. Ao  sentir  a  quentura  dos  raios  remexeu  na  cama,  sentindo  a  maciez  conhecida  e   devagar  abriu   os  olhos  constatando   que  estava  em  casa.

Ao  olhar  ao  redor  viu  o  corpo  do  marido, as  grandes   mãos   seguravam  as  sua   com  firmeza   enquanto   a   parte  superior  do  corpo  estava   deitado  sobre  a  cama  e  a  inferior   sentada  em  uma  cadeira.

– Meu  marido._  chamou  despertando-o  e  que  abriu  os  olhos  alarmados.

– Sakura!_  exclamou  aflito. – Você   está  bem? Senti   alguma   dor? Suas  feridas  se  abriram?_ olhou   para   ela   da  cabeça  aos  pés.

A  Uchiha  sorriu   para  marido,  segurou  firme  em   suas   mãos  e  disse.

– Obrigado   por   me   salvar,  meu  amor.

– Graças   à   Deus, você  está  aqui._ abraçou-a.- Ainda  bem,  que  encontramos  tia  Kushina   quando   voltamos   mais  cedo  para  casa._ suspirou. – Enlouqueci  quando  Tenten   disse  que  o  seu  pai  estava  pela  área,  e  lhe  procurava.

– Tenten?_ pergunto  enquanto  tomava  da  sopa.

– Sim,  passamos   Brighton  na  nossa  viagem. E  ela   foi  até  nós,  para   dizer  que  Kizashi   estava  na  cidade   procurando  por  você. Bom,  ela  disse   que  ele  era   o  seu  pai,  depois  disso  exigi  que  pelo  menos  eu  voltasse. Assim  que  nós  chegamos   em  casa  encontramos  tia  Kushina  não   muito  ferida, e  ela  chorava  nos  contatando   o  que   havia  acontecido.

Sakura  viu  o  semblante   preocupado  do  marido.

–  Tenho  que  agradecê-la._ disse  referindo-se  a  Tenten. – Como  está  tia  Kuzhina?_ Indagou  ao  marido.

– Descansou   após  saber  que  encontramos  você._ acariciou  os  cabelos  róseos. – E  só  fez   isso  quando   eu   pedi  para   ela  ir  descansar. Com  relutância  ela  o fez, dizendo  que estava  grata   a   você.

A  Uchiha   respirou   com   mais  calma, estava  preocupada  com  a  ruiva,e  as  palavras   do  marido    lhe  tirou   um  grande  peso   das  costas. Sorriu  para  Sasuke  enquanto   ele  lhe  beijava  em  suas  mãos.

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