

O corpo volumoso do velho ruivo estava acentado em uma cadeira de madeira, olhava fixamente para a mulher de queixo erguido e olhar assasino. A criança franzina que tomou como inútil, estava ali, lhe analisando como um predador.
– Você mudou._ disse Kizashi. – Era medrosa e magricela, mas agora está com o olhar de quem mataria o próprio pai._ gargalhou.
– O senhor pelo contrário, não mudou nada._ analisou dos pés a cabeça. – Continua o mesmo homem covarde que se escondia debaixo da cama com medo dos seus credores._ gargalhou com o ruivo.
A face do homem tornou-se rosada, as palavras haviam lhe acertado em cheio. A grande mão chocou-se com velocidade e brutalidade no rosto da mulher, sendo tão forte que a fez cair para trás.
Kizashi havia passado por cidades entre cidades, procurando aquele na qual aplicaria um golpe e até mesmo os mataria pela fortuna. A vida do homem estava sendo de miséria, fugiu da casa onde morou com a falecida esposa, pois estava sendo assombrado por suas próprias memórias.
Muitos diziam que homem sucumbiu a loucura, mas não era a verdade, o mesmo apenas havia usado de desculpas para continuar fugindo de seus devedores. Após vender a filha, não conseguiu conter as grandes dívidas e as novas que fazia.
– Ainda lembra-se das surras que dava em você e na idiota da sua mãe!?_ gritou. – Você chorava ao vê-la ensanguentada._ gargalhou. – No fim, nenhuma das duas foi tão Inútil. Sua mãe, vendia o corpo para nos trazer sustento. E você? Bom, tornou-se empregada na casa de fazendeiros.
Sakura não havia contado que casou-se com o sobrinho de Kushina.
Flashback
– Kizashi?!_ exclamou com angústia e dor.
– Sakura Haruno!_ gritou após cair em grandes risadas. – Não acredito que a inútil Sakura, tornou-se uma criada nesta grande fazenda._ voltou-se para Kushina, pegou a faca e apontou para Sakura. – Essa é minha filha, a vendi alguns anos atrás. Mas não me julgue, estava falido, então ela foi a minha única saída.
Os olhos azuis de Kushina tornaram-se maiores, estava surpresa com descaso de um pai para com a filha. Com pena olhou para a rosada que encarava o homem, o semblante de choro.
– O que faz aqui?_ fechou a porta atrás de si.
– Fiquei sabendo que as fazendas tornaram-se fartas de dinheiro nesta colheita._ ainda com a faca em mãos, a colocou no pescoço da ruiva. – Veja as roupas dela, e fina e rica. Mas deixe de conversar paralelas, conte-me como foi ser a prostituta mais cara do palácio?
Sakura congelou, ele sabia. Kizashi sabia o que ela foi obrigada a se tornar, e mesmo assim divertia-se as suas custas.
– Acho que não contaram o resto para o senhor, pai._ disse a última palavra com um gosto amargo. – Não passei nem uma semana lá, pois incêndiei o quarto onde fiquei. Com medo de a minha tentativa de suicídio assustar os cliestes e manchar a reputação , me chutaram para fora._ sorriu.
– Louca!_ gritou alterado.
– O único que não está lúcido aqui é você._ rosnou já próxima dele. – A mulher que amarrou e aterrorizou, tem um marido que lhe mataria apenas com um soco._ agarrou a gola da camisa de Kizashi. – Volte a si, e Fuja!_ o empurrou para longe de Kushina.
Ao ver abertura, a rosada puxou a faca de Kizashi, cortava com rapidez e força as cordas em Kushina. O homem havia caído e batido a cabeça, imaginou que ele estava desmaiado então focou-se em ajudar a ruiva.
– Corra Senhora!_ ordenou Sakura para a ruiva.
A ruiva atendeu o pedido da jovem, sumiu pela área de cozinha. Sakura ficou, asseguraria que Kizashi não fosse atrás da ruiva.
– SUA PIRRALHA!_ gritou atingindo a filha com um ferro.
Ele havia acordado, pegou a chaleira de ferro e atingiu a rosada com ódio.
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A risada de Sakura brandou por todo o cômodo. Ela havia acordado a pouco tempo, mais suspeitavam onde ele havia a levado.
O corpo deitado no chão, por conta da força do tapa, vibrava com a rosada descontrolada. O sangue descia entre os lábios.
– Você nós trouxe para a casa que tanto te assombra._ esperneou enquanto sorria. – Ah, você queria uma reunião de família? Está esperando que mamãe te sirva um caldo de carne?_ ergeu a cabeça enquanto dizia tudo com um riso.
– Sua maldita!_ pronto para bater novamente na mulher ele foi ate e lá mais paralisou.
O olhar verde não lhe dizia nada, não havia medo ou temor. E isso lhe assustou, pois todas as mulheres choravam em sua presença.
– Como ousa?_ ergeu o corpo, limpou os lábios. – Sabe Kizashi, algo está me irritado desde que eu o vi._ limpo a poeira do vestido. – Meu nome, é Sakura Uchiha. Você e eu não temos mais ligações, casei. E uma vez você disse, quando se casa a família do seu marido se torna a sua família._ sorriu. – Mamãe sofreu na suas mãos. Então o seu pecado é tão grande, que não chegaria vê-la nem mesmo pelas brechas dos portões celestiais.
– Você é como a sua mãe!_ agarrou a garganta de Sakura.
Sufocada e com medo, deixou que corpo reagisse. Sua perna acertou a masculinidade do homem, levando-o a cair de joelhos.
Com a visão embaçada e tossindo, ergeu o corpo trêmulo apoiando-se nas paredes procurou a porta de saída e com muito custo encontrou-a em um canto. Em passos rápidos saiu correndo, olhou ao redor e deslumbrou a velha casa que vivia com amada mãe, mas ela não amava aquele lugar, ela o odiava.
Com pressa e já com estabilidade saiu da residência ganhando o quintal cheio de mato, correu para fora do terreno entrando na estrada que talvez a levaria para casa. Para despistar Kizashi, foi pela mata, correria quantos quilômetros fosse necessário para voltar para Sasuke, para a sua casa.
Ao anoitecer não parou, pois ainda sentia que estava muito perto de Kizashi. Com medo da irá do ruivo temeu por sua vida, e por isso recusou qualquer descanso que seu corpo pedia.
Voltou para a estrada, o céu negro brilhava com as estrelas em seu auge, cansada e ferida pelo golpe na cabeça, respirava com dificuldade. Os grandes olhos olharam para trás, tremeram ao ver uma carroça e ela vinha com velocidade extrema em sua direção, não restava dúvida era Kizashi.
Apressou-se ao correr, o peito pedia que parasse, mas ela não podia, não naquele momento.
– Meu Deus!_ chorou. – Por favor, cuide do meu Sasuke por mim._ pediu aos prantos, acreditava que ia morrer.
Pronta para adentrar a mata tropeçou, caiu deitada no barro, mas ergeu-se ao ver Kizashi ali perto. Sakura estava perdida, ela tinha certeza que era ele quem vinha na estrada em uma carroça.
– Você é resistente._ puxou o cabelo róseo para trás. – Pare de fugir, e ou vou matá-la.
A Uchiha aceitando o fim que teria, não temeu e apenas respondeu.
– Vamos lá Kizashi!_ o incentivou. – Mate a sua filha, assim como matou a esposa!_ gritou. – Minha mãe foi infectada por alguma doença graças aos homens que você ma dava lá em casa!_ cuspiu em sua face.
– Vadia!_ deferiu um tapa em Sakura. Aproveitou que ela não reagiu e a socou com brutalidade, inciou agressões que marcavam o rosto e o pescoço.
Sakura lutou, arranhou os olhos e a bochecha de Kizashi. Mas o homem sentou-se sobre o corpo pequeno lhe enforcou.
Ela lutou agarrando as mãos do homem, agonizava com o sangue na boca e com a visão embaçada. As lágrimas caíam de seus olhos, ao ver o fim.
Derrepente viu Sasuke, ele estava lindo vestido por roupas brancas e pretas. Ele sorria e lhe dizia algo, mais ela não escultava pois seus ouvidos estavam zunido.
BAM!
O som despertou de seu desmaio, as mãos grandes fogaram-se em sua garganta dando-lhe a chance de buscar o ar e lutar pela vida. Ergeu o rosto machucado e viu, Kizashi caído do seu lado ensanguentado, ele foi baleado pelas costas.
Os olhos verdes derramavam-se em lágrimas ao deslumbrar o homem que corria em sua direção. Ele puxava o ar com a boca, as bochechas estavam vermelhas e os cabelos suados.
– SAKURA!_ gritou puxando o corpo sujo de sangue. – Desculpe, eu demorei muito._ a voz estava embargada. – Por favor me desculpe querida._ abraçou-a enquanto chorava
– Graças a Deus, você chegou._ disse antes de se entregar ao cansaço e desmaiar.
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O sol já nascia novamente, quando os raios de sol tocaram a pele da Uchiha que descansava na cama. Ao sentir a quentura dos raios remexeu na cama, sentindo a maciez conhecida e devagar abriu os olhos constatando que estava em casa.
Ao olhar ao redor viu o corpo do marido, as grandes mãos seguravam as sua com firmeza enquanto a parte superior do corpo estava deitado sobre a cama e a inferior sentada em uma cadeira.
– Meu marido._ chamou despertando-o e que abriu os olhos alarmados.
– Sakura!_ exclamou aflito. – Você está bem? Senti alguma dor? Suas feridas se abriram?_ olhou para ela da cabeça aos pés.
A Uchiha sorriu para marido, segurou firme em suas mãos e disse.
– Obrigado por me salvar, meu amor.
– Graças à Deus, você está aqui._ abraçou-a.- Ainda bem, que encontramos tia Kushina quando voltamos mais cedo para casa._ suspirou. – Enlouqueci quando Tenten disse que o seu pai estava pela área, e lhe procurava.
– Tenten?_ pergunto enquanto tomava da sopa.
– Sim, passamos Brighton na nossa viagem. E ela foi até nós, para dizer que Kizashi estava na cidade procurando por você. Bom, ela disse que ele era o seu pai, depois disso exigi que pelo menos eu voltasse. Assim que nós chegamos em casa encontramos tia Kushina não muito ferida, e ela chorava nos contatando o que havia acontecido.
Sakura viu o semblante preocupado do marido.
– Tenho que agradecê-la._ disse referindo-se a Tenten. – Como está tia Kuzhina?_ Indagou ao marido.
– Descansou após saber que encontramos você._ acariciou os cabelos róseos. – E só fez isso quando eu pedi para ela ir descansar. Com relutância ela o fez, dizendo que estava grata a você.
A Uchiha respirou com mais calma, estava preocupada com a ruiva,e as palavras do marido lhe tirou um grande peso das costas. Sorriu para Sasuke enquanto ele lhe beijava em suas mãos.