

Naquela rua silenciosa o recém casal mantinha-se de guarda levantada para o homem que ainda insistia em levar a pequena criança, essa que mantinha-se quieta.
– Noivos?- Zombou. – Sakura Haruno irá se casar. Que piada mais divertida. – Gargalhou.
– Por quê a notícia do nosso casamento seria uma piada? – Indagou o Uchiha já muito irritado.
Antes que a resposta viesse, os olhos negros opacos caíram sobre a pequena mulher que sustentava um olhar tão ameaçador quanto o do noivo.
– A sua noiva. – Apontou para a rosada. – É muito pior do quê qualquer prostituta daquele palácio, meu caro noivo. – Caminhou até estar de frente para o Uchiha. – E sabe por quê? – Sussurrou.
O corpo pequeno tombou para trás, a angústia das próximas palavras que vinham a sair dos lábios daquele homem à assustava. Ela sabia bem, que ele perguntaria e mesmo para ele, alguém gentil, ela seria suja.
– Você é um bastardo mesmo. – Rugiu o Uchiha. – Ousa incomodar minha noiva e uma garota inocente. E ainda tentou me enfrentar, sabendo que está errado. – Gargalhou amargamente. – E agora, tenta difamar uma dama. – Rosnou com os olhos fixos nos de Kiba. – Não desejo saber nada que saia de seus lábios. Se tenho alguma curiosidade sobre a vida de Sakura, eu mesmo irei perguntar a ela. Qualquer informação que venha de você, é tão inútil quanto a sua existência.
– Como ousa falar assim? – Indagou surpreso. – Você não conhece a vadia louca que está ao seu lado. Ela é insana. – Rugiu com os olhos sobre a rosada que agora encarava o chão.
E com o som de algo se quebrando, Kiba Inuzuka cai no chão. O nariz pingando sangue, os lábios estavam abertos em agonia.
Com o som, a Haruno afastou-se do Uchiha com a menina ainda em seu poder. A rosada só agora notou quê a menina não falava mais nada, apenas assistia tudo atenta, como se as palavras não fossem obstante para descrever a intensidade daquele momento.
– Qual o seu nome? – Questionou, mas quando viu que a menina ainda prestava atenção nos homens à frente, posicionou-se na frente da pequena morena. – Qual o seu nome? – De forma mais lenta e separando as sílabas, voltou a questionar.
A menina de olhos azuis extremamente claros, nada respondeu apenas fixou o seu olhar na rosada que movia os lábios repetindo as mesma palavras.
– Hanabi Hyuuga. – A voz de Sasuke despertou a jovem. – Ela não pode escutar você, ou qualquer som. – Suspirou.
– Hyuuga? – Repetiu o sobrenome. – Existe um Hyuuga que frequenta o Senju, mas ele não me parece do tipo quê andaria com uma criança. – Bufou.
– Ele é o primo mais velho dela. Respondeu. – E realmente, ele nunca andou lado à lado com Hanabi. Sempre a vejo com a irmã mais velha ou com o pai. – Analisou a menina. – Mas não entendo o que faz tão longe de casa.
– Ela pode ter sido sequestrada. – Murmurou enquanto acariciava os cabelos castanhos da menina. – Kiba não é o tipo de homem que uma criança sentiria prazer em estar na presença. Ou um no qual uma jovem menina poderia andar confortável ao lado dele. – Tocou as mãos da menina.
Ao erguer a face para encarar os olhos daquela mulher de estranhos cabelos róseos, Hanabi sentiu um grande conforto ao ponto de se agarrar à cintura da mesma, e chorar. A criança gritou, chorou enquanto apertava fortemente a mulher, como se ela ali, fosse a sua salvação.
– Você é muito forte. – Sussurrou, mesmo sabendo que ela não a escutaria.- Está tudo bem agora. – Acariciou os cabelos lisos.
Após alguns minutos a menina acalmou-se, mas manteve os braços ao redor de Sakura. Os olhos azuis caíram sobre a presença do homem que lhe parecia muito familiar.
– Como o pai dela ainda não veio até aqui atrás dela? – Questionou Sasuke. – O senhor Hyuuga não ficaria tão calmo com a possibilidade de sua própria filha ser sequestrada. – Murmurou. – Devemos perguntar para a criança? – Ponderou.
– Não sabemos o que aconteceu, e a menina está extremamente abalada. – Suspirou. – Levarei ela hoje, amanhã pela manhã você cuidará de leva-la até em casa. – Sugeriu.
Sakura poderia estar alheia, mas o moreno ao seu lado assistia de perto e sentia na mesma intensidade o carinho e afeição na qual os atos da jovem demonstrava pela pequena Hanabi.
– Você é quem manda. – Comentou risonho. – Minha noiva. – Degustou aquela frase.
– Não se iluda, falei aquilo para apenas despistar Kiba. – Murmurou andando de mãos dadas com a menina. – Sinto muito, se caso fiz o seu coração disparar. – Disse, sem olhá-lo.
– Não, por favor. – Exclamou andando lado a lado. – Meu coração não bate regularmente desde que conheci você. A vida do pobre já não é a mesma desde que encontrou o seus olhos. Então não tem necessidade desse pedido de desculpas, e eu realmente não me importo se caso ainda não somos realmente noivos. – Conversava com grande empolgação.
– Não se importa? – Questionou extremamente perdida. – Então por quê toda aquela insistência sobre eu ser a sua futura noiva? – Agora ela estava sentindo-se enganada.
– Veja bem. – Tratou de explicar-se. – Eu disse, quê não me importo se caso ainda não somos noivos. Acrescentei o ainda, pois ele brevemente deixará de existir. E nesse exato momento sim, seremos noivos. – Relatou com grande felicidade.
Os lábios avermelhados abriram-se em descrença com a maneira de pensar daquele homem. Ele não desistia nunca, e sempre arranjava um modo de afirmar que ambos se casariam.
– Essa é a casa onde vivo. – Argumentou após a caminhada silenciosa. – Cuidarei da menina, então trate de encontrar um bom lugar para dormir. – Disse seria.
– Minha nossa, como é má essa minha futura esposa. – Abraçou o próprio corpo.
– Do quê você está falando agora? – Rosnou.
– Tem coragem de deixar o seu próprio noivo na rua, à deriva de grandes perigos. – Olhou fixamente para os olhos esmeraldas. – E se uma mulher má me sequestrar? Não era você, a pessoa que mais queria que eu fugisse delas? – Indagou inocente.
Ele achava mesmo que com aquela face de lobo abandonado e o beicinho de um bebê birrento, iria conquistar um lugar para dormir? Sinceramente, aquele Uchiha não é normal.
– Olha só quem chegou! – A voz de Tsunade soou. – Oh, senhor Uchiha, muito obrigado por trazer a minha menininha para casa. – Aproximou-se do garoto. – E quem é essa menina linda? – Mirou a moreninha que assistia tudo calada.
– Senhora Tsunade, essa é Hanabi. – Respondeu Sasuke. – Houve contratempos e Sakura terá que cuidar dela esta noite. Logo pela manhã a levarei de volta para casa. – Explicou resumidamente.
– Isso mesmo tia Tsu. – Sakura por sua vez tomou a palavra. – Tenha uma boa noite, senhor Uchiha. – Desejou sem olhá-lo.
– Mas que modos são esses? -Tapeou a testa da rosada. – Como expulsa o jovem cavaleiro que a ajudou em um momento difícil? – Rosnou. – Sasuke meu querido não ligue para essa menina, falhei em alguns pontos. Por favor, permaneça em nossa casa esta noite.
– Senhora Tsunade, não acho que seria bom. – Ponderou o moreno.
– Deixa de tagarelar. E me chame apenas de tia Tsu, ou de sogra. – Gargalhou.
– Como é a história? – Indagou pasma, como a sua própria tia, podia acolher tão bem um estranho.
Ainda surpresa Sakura só podia encarar a loira com descrença, seu olhar dizia claramente que não aprovava as ações da mulher. Já o olhar de Tsunade era de puro desinteresse para com a opinião da própria filha.
– Bom, se a senhora insiste. – Deu de ombros com um pequeno sorriso se pondo a caminhar até as mulheres. – As belas senhoritas primeiro. – Sorriu para as três, e logo Tsunade puxou a criança para dentro. – Minha linda noiva? – A chamou apontando para a porta aberta.
– Jesus Cristo! – Exclamou ao adentrar a moradia. – Espere um minuto, como você conhece esse indivíduo? – Interrogou a tia.
– Como eu não o conheceria, ele é seu noivo afinal de contas. – Afirmava Tsunade com certeza. – Por sete dias trouxe você até a porta de casa. Perguntei no restaurante sobre ele, e bom, um dia o próprio veio até mim, e disse quê ele é o seu noivo.
O silêncio na sala é cortante, apenas a criança tomava o chá quente enquanto assistia os adultos e seus diálogos.
– Ele não é o meu noivo. – Afirmou sentando-se ao lado da criança. – Não sabemos nada um do outro.
– Essa é a única razão? – Indagou o Uchiha. – Por quê podemos mudar esse quadro, se passarmos mais tempo juntos.
– Calado ser humano tagarela. – Andou e prontamente foi obedecido.
– Sim Senhora. – Afirmou puxando a xícara para junto de seus lábios, enquanto escondia um singelo sorriso.
Ao assistir o clima entre os dois, a senhora Senju apenas sorriu. Ela nunca havia visto a rosada mudar humor com tanta facilidade, ou aqueles belos olhos brilhar daquela maneira.
– Sakura, faça biscoitos para a criança. – Ordenou. – Enquanto isso irei conversar com o senhor Uchiha. – Se ergueu do seu lugar já caminhando em direção da porta á esquerda.
– Claro. – Rapidamente acatou a ordem da mais velha.
A casa de estrutura grande e de cores neutras por fora, tendo uma bela varanda no segundo andar com três portas com cortinas brancas. Já por dentro, havia uma grande sala, com um belo sofá a esquerda e à direita também, ao fundo de cores claras. Uma mesa de centro acolhia um jarro de flores, e também um piano perto da entrada completava o ar de classe.
– Você é Sasuke Uchiha. – Iniciou Tsunade. – Nunca casou, é órfão de pai e mãe. Mora no vilarejo ao sul, juntamente dos Uzumaki’s e cuida das ovelhas da fazenda. Quando vem aqui, nunca fica por um grande período, e também nunca se envolveu com as mulheres desse lugar. – Disse. – Mas quando viu aquela garota, passou a frequentar diariamente a cidade. Você não bebe cerveja, apenas chás , cafés ou leite. Também não conversa com as outras garçonetes e muito menos olha para as moças. – Sorriu. – Mas sorri, e faz birra quando esta perto da minha Sakura. Também conversa com facilidade, e até a obedece. – A loira relatava descrente. – Por quê ela?
– Bom, a senhora falou muito sobre mim. – Assobiou. – Vejo que Naruto é tagarela mesmo. – Rosnou. – Então irei responder apenas a pergunta feita. – Suspirou. – Talvez a senhora não acredite em mim. Mas orei para que Deus me desse uma esposa que pudesse compartilha essa vida comigo, e quando vi a sua filha, os olhos dela foram a resposta. – Sorriu.
A mulher estava espantada, aquele jovem possuía um brilho diferente, o olhar e as ações.
– Bom, me deixe testá-lo. – Pediu. – Só assim, darei a minha benção para esse casamento.
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A jovem de cabelos negros caminhava de um lado para o outro, com os indicadores batendo um no outro em sinal de ansiedade.
– Por quê Neji e Hanabi estão demorando tanto? Murmurou.
Hinata estava na grande mansão sozinha, o pai havia partido em direção a capital pois havia um assunto urgente. Mais cedo seu primo e a caçula saíram à pedido de Hiashi para que a menina mais nova fosse inteirar com outras pessoas.
Mas Neji Hyuuga era uma péssima companhia.
– Já chega. – Declarou autoritária indo de encontro ao seu cavalo já selado. – Irei procurar por eles, voltarei o mais rápido possível.
Ao se preparar, saiu em disparada para fora dos portões da propriedade. O grande cavalo pulava entre as pequenas colinas indo em disparado ao destino.
Mas o pobre animal não pode parar quando a terra lisa em seus cascos o fez deslizar, fazendo com quê a sua dona caísse sobre o portal das cerejeiras.
– Ah! – Exclamou ao tentar puxar o ar. – Minhas costas. – Exclamou mais alto enquanto sentia a lama em sua pele.
Na noite escura, os olhos claros buscavam um ponto de luz. Em agonia rastejou até adentrar o local, se ergueu e tentou caminhar.
– Sinceramente! – Um rugido foi escutado. – Como a minha mãe me coloca para esperar aquele Uchiha, no meio da estrada à essa hora da noite? – Choramingou.
Hinata que ainda estava no meio do trajeto avistou um homem alto, sentado sobre uma grande pedra. Ele parecia bem bravo.
E se fosse um ladrão?
Ou pior, um assassino fugitivo?
Ao olhar para a sua condição, não se deu outra alternativa a não ser reagir e logo depois pedir ajuda. Com coragem, juntou o barro do pequeno lago em suas mãos e logo depois começou a atirar.
– Tá chovendo lama? – Indagou Naruto ao sentir a massa gélida e escura em sua nuca. – E se, não for lama?! – Fritou desesperado.
– Vá embora! – Rugiu a pequena morena de roupas sujas e mãos mais ainda.
E assim iniciou-se uma guerra de lama, da jovem dama que tentava defender os moradores daquele vilarejo, atacando o filho dos proprietários.
– Haaaa! – Gritou o loiro.
– HAAAA! – Respondeu bravamente Hinata Hyuuga.