O Plano Perfeito (Capítulo 2)

Sinceramente ela estava ponderando se valia a pena estar diante daquela vergonha alheia.

– Ela é bela, imagine seus filhos com os olhos verdes. – Dizia Tayuya para um homem de meia idade.

Como podia acatar as ordens de Tsunade de uma forma tão rápida? Havia se passado apenas dois dias, e o restaurante enchia de homens cada vez mais. Eles vinha para comer as suas refeições? Também. Mas o principal motivo era ela!

– Ela me parece muito magra. – Disse com os olhos fixos no corpo coberto por tecidos grossos.

Essa frase era o que mais se falava. Não importava se ela era uma boa moça, e ela realmente é. Ou se ela costurava e limpava bem, e ela realmente o fazia. Ou se a sua culinária era tão boa quanto a de qualquer mulher ali, bom essa parte era mentira.

Mas não importava as qualidades que contavam sobre a sua pessoa, aqueles homens apenas estavam ali para avaliar o seu corpo. Um corpo magro, coberto pelas roupas grossas, mas mesmo assim eles sabiam.

– Eu, me casar. – sorriu. – Que piada. – Bebeu um pouco do chá em sua xícara.

– Por quê você é tão cética? – A voz rouca a surpreendeu.

Com o coração na mão e a xícara no chão, os olhos esmeraldas se voltaram para o homem alto de aparência cansada. Ao encontrar o olhar brilhante do homem , a mulher desviou seus olhos para um ponto no chão.

E novamente ela não conseguia encará-lo, tinha a sensação que suas bochechas tornavam-se mais quentes com a presença daquele homem.

– Você aqui de novo. – Rosnou.

– Eu soube que você é uma candidata para casamento. – Deitou a parte superior do corpo sobre o balcão. – E olha só, você tem as características da minha futura esposa. Isso não é maravilhoso? – Indagou ao abrir um enorme sorriso.

– Olha, você me parece muito cansado. – Afirmou olhando para as olheiras do moreno. – Não acho que deva se preocupar assim comigo ou com o meu futuro casamento. Cuide de si mesmo, talvez a sua tão amada futura esposa não esteja aqui. – Espalmou as mãos sobre a madeira.

– Mas ela está aqui. – Afirmou. – Ela é você. – Sorriu.

Um louco, agora Sakura tinha certeza do quê aquele homem era. Como essa pessoa falava essas coisas com tanta facilidade? Poxa, ele não pensava no quanto o coração dela saltava.

Espera, o coração da Sakura saltava com as palavras daquele homem?

– Aí Deus! – Pós as mãos nas bochechas. – Não, não. – Negava a todo o custo.- Eu tô cansada, é isso. É cansaço! – Caminhou para longe daquele ser.

– Aonde você vai? – Indagou enquanto a acompanhava.

– Você! – Gritou apontando o dedo. – Isso é sua culpa, se não falasse essas coisas sobre casamento e a minha aparência, eu, eu… – Suspirou.

– As minhas palavras tocam você? – Murmurou feliz, extremamente feliz. – Então significa que realmente é você! – Ergueu os braços.

Não era verdade, ela não podia ser a futura esposa daquele homem gentil.

1 semana atrás

– Sabe, eu pedi para Deus uma esposa. – Relatava. – E quando venho até aqui, eu te encontrei! – Bateu palmas.

– As coisas não são tão fáceis assim. – Murmurou.

Já era tarde, todos os clientes haviam ido para suas casas mas ele permaneceu ali.

– Me diga. – A voz melodiosa soou. – O que ainda faz aqui? todos já foram embora. – Suspirou.

– Mas a senhorita ainda não. – Respondeu. – Qual o seu nome? – Perguntou.

As noites da jovem Sakura estavam sendo assim desde que conheceu aquele rapaz. Ele ia até ao restaurante todos os dias, e lá ficava até levá-la para casa em segurança.

– Sakura Haruno. – Respondeu. – E não importa se estou ou não estou aqui. O senhor devia ir depressa para casa, o seu vilarejo é distante e as estradas estão perigosas. – Resmungou.

– Você andou perguntando sobre mim? – Murmurou contente. – Nunca disse nada sobre onde moro. Mas é estranho, sabe onde vivo, mas nunca perguntou o meu nome. – Bufou.

– Não preciso saber o seu nome, senhor. – Sussurou.

– Mas é um nome bonito. – Fez beicinho. – Minha mãe se esforçou para escolher um de grande significado. – Os olhos negros brilhavam.

Realmente ela nunca se preocupou em saber o nome daquele homem, ele nunca ia ali pelo álcool, apenas bebia chá, café ou leite. Sempre insistia em conversa com ela, e somente com ela.

– Então diga-me.- Cedeu aos pedidos do moreno. – O seu nome.

– Sasuke Uchiha! – Disse um pouco alto, mas era a empolgação.

– Sua mãe tem um bom gosto. – Respondeu. – Bom, ela deve estar preocupada. Já é tarde e o senhor ainda não está em casa. – Disse em um tom de repreensão.

– A minha mãe, ela sabe onde eu estou. – Suspirou. – Ela com certeza está me assistindo agora. – Sorriu.

O rosto sereno do moreno espantava Sakura, de todas as tragédias ela nunca poderia imaginar isso. Aquele homem insistente à sua frente, também tinha uma história.

Mas qual era essa? Por quê sempre sorria, mesmo falando da mãe já falecida?

– Por quê, quer tanto que eu seja a sua esposa? – Questionou.

– Eu orei por você. – Cochichou. – E bom, a resposta veio.

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– Vá para casa. – Rosnou.

– Você ainda está trabalhando. – Respondeu.

Depois do pequeno surto, Sakura gritou e quase chutou o pobre Sasuke para fora do estabelecimento. Mas mesmo com todo o alvoroço, o moreno sentou-se à frente do restaurante dizendo que sairia dali somente quando a levasse para casa.

– Sasuke. – Suspirou. – Você é um bom homem, todas as garotas do palácio perguntam quando irá lá visitá-las. – Sorriu recendo um olhar quase matador. – Não estou falando para você se deitar com elas, apenas estou dizendo que nenhuma mulher de Brighton é boa o bastante para você. Inclusive eu. – Murmurou tristonha.

– Por quê faz isso? – Murmurou extremamente chateado.

Ela estava tentando protegê-lo, afinal quem era ela para ser amada por um homem como ele? Ele sendo gentil não enxergava a verdadeira Sakura, uma desolada e assustada.

Homem algum iria querer alguém como ela. Eles procuravam as mais gentis e amáveis.

– Vá para casa. – Ordenou.

– Você não manda em mim. – Disse fazendo birra.

Sim, isso mesmo. Birra.

– Com ousa? – Gritou irritada.

– E se eu quiser ficar e esperar por você? – Respondeu. – Eu não vou conhecer outras mulheres, e se elas vierem até você falando algo sobre mim, – se ergueu do chão – diga que sou fiel à minha futura esposa, e quê quando eu me casar eu darei uma festa enorme e que elas serão convidadas. E verão a beleza da minha esposa. – Bateu o pé, indo em direção ao final da rua.

O homem de vestes suja seguiu sem olhar para trás, deixando uma mulher muito confusa e intrigada. Ele havia deixado aquela história de Sakura ser sua esposa?

– Que rápido. Murmurou descontente. – Espera, por quê eu tô triste? – Olhou para o próprio reflexo na janela. – Isso é bom. Eu não sou boa o bastante para ele, é, eu não sou. – suspirou entrando para dentro do estabelecimento.

O dia havia passado, e nada do Uchiha aparecer. Os bêbados iam e vinham, mas nada do moreno de sorriso brilhante.

A mente da Haruno não parou um minuto, eram muitas questões e também muitos porém. Foi assim, até o horário de ir para casa, estava tão presa em suas próprias questões que não sentiu quando algo se agarrou a ela.

– Senhorita. – Era uma voz chorosa. – Socorro, tem um homem e ele. – A voz tornou-se trêmula.

– O quê? – Indagou perdida. – Espera, você está ferida – Segurou a jovem pelos ombros. – Como chegou aqui, onde está os seus pais?

Naquele lugar, nunca era bom quando uma jovem como aquela aparecia desse jeito.

– Senhorita Haruno. – Uma voz conhecida por ela, a despertou. – Essa menina me pertence. – Afirmava.

O home era moreno, com cabelos castanhos e os olhos como os de um animal. Kiba Inuzuka era responsável por trazer meninas para trabalhar no palácio, enganadas é claro.

– Ela não é um objeto. – Rosnou.

– Você continua a mesma. – Sorriu.- Arisca, mas eu gosto do seu jeito. – Caminhou até elas.

Como para defender a menina, Sakura se pós entre o homem e a garota quê tremia em suas mãos. As grandes mãos de Kiba foram de encontro ao rosto de Sakura, a pele áspera causavam náuseas no estômago da rosada.

– Não acho que devia tocá-la. Um rugido brandou de trás do homem assustador.

– Sasuke. – O nome saiu como um grande alívio dos lábios da Haruno.

Kiba afastou-se para analisar o home que ousou atrapalha-lo, esse sustentava uma face horrenda. O Inuzuka como homem até diria que aquela era face de um ser prestes a esquarteja-lo.

– E quem seria você? – Questionou.

Antes de respondê-lo, Sasuke se pós entre o homem e as garotas como uma grande muralha. Ergeu o rosto, e por sorte o Uchiha era tão alto e forte quanto o Inuzuka.

– Sasuke Uchiha, futuro marido da mulher na qual você ousou tocar. – Rosnou. – Exijo que peça desculpas à minha bela noiva. E se não o fizer, terei que arranca-lo com minhas próprias mãos. – Caminhou para mais perto do homem, fazendo-o recuar.

– Você está mentido. – Sorriu. – Como pode mentir e interferir no assunto que não tem nada haver com você! – Exasperou.

De repente Sasuke parou de caminhar, seus olhos estavam focado nos de Kiba, parecia analisar cada frase dita.

– Como não? – Murmurou. – Já disse que Sakura é minha futura esposa, e você afirmou que ela está envolvida em um assunto. Então se a minha Sakura está, eu também estou. – Sorriu, e logo depois voltou-se para a mulher atrás de si. – Não é mesmo, minha cerejeira? – Indagou, com inocência.

O silêncio permaneceu apenas por alguns minutos, até que a própria mulher de cabelos róseos aproximou-se do Uchiha deslizando a destra esquerda até estar de braços dados com o moreno. Mas nada surpreendeu e nem quase causou um ataque no coração do Uchiha, a não ser as palavras ditas a seguir.

– Sim, meu noivo. – Encarou rapidamente os olhos negros e brilhantes de Sasuke.

Mesmo depois de Sakura desviar dos olhos de Sasuke, a face do homem permaneceu ali, preso nela e nas bochechas coradas. E temendo que fosse uma sonho, retirou o braço que antes era segurado pela Haruno, enlaçando na cintura fina.

– Viu, eu sou o noivo dela. – Sorriu abertamente.

E assim, em uma noite fria e em meio a uma confusão. Sakura e Sasuke tornaram-se pretendentes um do outro.

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