O Plano Perfeito (Capítulo 5)

A carroça de Sasuke havia chegado em The Spring Sun antes do amanhecer, a surpresa foi grande ao ouvir de sua tia , que já lhe esperava, a confusão que ocorreu na noite passada. Ao encontrar Hinata contou como e onde encontrou a pequena Hanabi, a menina por sua vez já não chorava como naquela madrugada, na qual saíram da casa da madame Senju.

A pequena morena chorou, pois queria de todo o seu ser quê à mulher de cabelos róseos fosse com eles. E no fundo, Sasuke também queria.

– Senhor Uchiha, por favor, me diga aonde fica a casa da madame Senju. Para que eu possa ir lá, e pessoalmente agradecer a ela. – Disse Hinata.

Todos já estavam na mesa, bebendo seus chás e também café.

– Bom, senhoria Hyuuga já agradeci as damas na qual cuidaram da sua irmã. – Pigarreou. – E se pensa em recompensa-las com alguma quantia em dinheiro. Tenho que impedi-la desde já. – Suspirou. – Mas se realmente quer conhecê-las, eu a convido para o meu casamento.

– O quê?! – Em unisom, Minato, Kishina, Naruto indagaram.

– O-o senhor, irá se casar? – Murmurou Hinata, surpresa com a notícia, e com a reação da família.

Após beber o seu chá com tranquilidade, o Uchiha descansou a xícara sobre a mesa.

– Conheci uma dama. – Gesticulou.- De início ela me rejeitou, para ser mais exatos, durante uma semana. Mas, eu sou persistente. – Ergueu o dedo. – O casamento ocorrerá no final da semana, tia Kushina e tio Minato preparem-se. Naruto, tome banho e arrume uma roupa digna, nada de trapos no nosso dia especial.

– Está me chamando de porco!? – Gritou extremamente ofendido.

– Isso não é o importante. – Lembrou Minato. – Como aconteceu algo tão rápido assim, Sasuke? E sem nos avisar. – Cruzou os braços. – E precisamos conhecer a garota e a família dela.

– No final de semana Sasuke! – Gritou Kushina extremamente brava. – E só me avisa agora? Preciso correr para agilizar todos os preparativos, e ainda teremos que conhecer a sua noiva e ver quais os gosto dela. – Enumerou.

Para Kushina, a grande notícia deixou de ser um choque comparado ao tempo que tinha para ajudar no casamento do sobrinho.

– Acho que a senhora Uzumaki ficou bem mais empolgada que todos. – Disse Hinata.

– É claro. – Os três homens suspiraram.

Os homens daquela casa sabiam bem, que quando a senhora Uzumaki ganhava carinho por algo ou alguém, ela faria de tudo.

– Sasuke Uchiha! – Gritou a ruiva, já na sala. – O que está fazendo sentado? Vá buscar a minha nora, precisamos agilizar os preparativos.

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Na pequena cidade ao oeste, a jovem de vestes azul à caminho para o seu trabalho. Os cabelos em uma trança enrolado na nuca, com um lenço por cima da cabeça deixando a franja como destaque.

Uma linda mulher, de fato.

Por esse motivo sempre recebia olhares e até palavras soltas por homens na rua, mas naquele dia em especial todos a olhavam. Sejam os homens ou as mulheres.

E aquilo já estava começando a incomodá-la.

– O que esse povo tem hoje? – Indagou já dentro do restaurante. – Eles me encaravam de uma maneira tão esquisita. – Franziu as sobrancelhas. – O quê, o que foi? – Aproximou-se das garçonetes sentadas em uma mesa.

Ainda não havia nenhum cliente.

– Kiba espalhou boatos maldosos sobre você. – Tayuya foi a primeira a responder.

– E onde está a novidade? – Brincou passando entre as duas.

– Só que eles foram muito além. – Tenten, mesmo não sendo chegada a Sakura, sentiu-se mal por ela.

O corpo que estava de costas para as duas virou-se em uma velocidade extrema, com os olhos assustados. Não, aquilo não podia está acontecendo justamente quando aceitou o pedido de casamento daquele homem.

– Quais tipos de boatos? – Fechou os olhos, pedia internamente para quê não fosse tão ruim assim.

– Há alguns anos, quando a senhorita ainda trabalhava no palácio. Você e o senhor Inuzuka tiveram um romance, e desse romance gerou-se uma criança. Mas a senhorita o perdeu quando o senhor Inuzuka a rejeitou. – Tayuya parou de narrar ao ouvir algo se quebrando.

Um copo, esse que estava no balcão. Ele agora está em mil pedaços no chão.

As duas se voltaram para a mulher curvada com a mão no peito, o rosto de cor clara, agora está vermelho como se estivesse em sufoco.

– Senhorita Haruno! – Gritaram em unisom quando o corpo foi ao chão.

Os sons já não eram audíveis para a Haruno, parecia estar em uma bolha.

Flashback

– Se você está grávida, por quê ainda vive aqui? – Indagou a jovem de roupão.

– A barriga não está aparecendo. E só não conto por quê se eles soubessem, tiraria o meu bebê. – Acariciou o ventre. – Kiba me assegurou que me levaria daqui, e cuidaria de nós.

– Não! – Hana clamava. – O meu bebê não, tudo menos ele. – Esperneando chorava.

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O sino da porta soou, mas mesmo assim a confusão e angústia continuava.

– Sakura? – A voz rouca bradou. – Sakura, Sakura. – Correu para aparar o corpo que lutava em agonia. – Respire, por favor, respire. – Suplicava enquanto segurava o rosto pequeno.

Mesmo surpresas com a aparição do cliente, as mulheres correram para chamar um médico. Mas antes que saíssem da porta presenciaram uma cena incomum.

As mãos da rosada agarraram-se ao tecido grosso da blusa do moreno, os olhos sem luz, miravam o rosto do homem que a auxiliava. O homem tinha suas mãos na base da coluna e também na cintura da mulher, dando a ela apoio e confiança.

– Senhorita Haruno. – Chamou a ruiva mais nova, e logo os olhos esmeraldas foram até ela. – Oh, Bom Deus. – Jogou-se nos braços da mulher.

– Vá com calma. – Pediu o moreno para a ruiva.

Sasuke ergueu Sakura do chão, em seus braços , sim, mesmo com os protestos.

– Não tem necessidade disso. – Rosnou Sakura, muito corada.

– Você estava sem ar! – Exclamou puxando a cadeira para ela se sentar. – Não sei o que te fez mal, mas é evidente que você não está com toda as suas forças.

Mesmo sem perceber, o restaurante enchia-se naquele momento. Choji, Shikamaru, Tayuya assistiam os dois.

– Sakura, você está bem? – Shikamaru indagou.

– Oh, sim. – Abanou a mão.

– Quem é esse? – Choji questionou o que todos queriam saber.

Quando Tenten estava prestes a dizer que era um cliente que sempre afirmava que iria se casar com Sakura, a própria rosada respondeu.

– Ah sim, Deixe-me apresentá-los. – Disse. – Sasuke Uchiha, esses são, Choji Akimichi o nosso cozinheiro. – Apontou para o gordinho simpático. – Shikamaru Nara, o contador. – Para o moreno com rosto sonolento. – Tauyua e Tenten, as garçonetes. – Continuou. – Pessoal, esse é Sasuke Uchiha, meu noivo.

Tayuya caiu sentada em uma das cadeiras, junto de todos que estavam surpresos pela grande notícia. Sakura Haruno iria, finalmente casar-se.

– Cristo, eu morri? – Começou Tayuya.

– Olá, é um grande prazer conhecê-los. – Disse o Uchiha simpático. – Na verdade o quê eu gostaria de fazer, ou melhor, saber, é por quê você estava desmaiada no chão. – Se voltou a rosada.

O silêncio reinou, o quarteto ali, sabia que a história já estava em toda Brighton. É claro quê é mentira, mas a pessoa em questão é Sakura Haruno.

– Não tomei café da manhã. – Respondeu.

– Eu faço para você. – Respondeu rapidamente.

Os olhos esmeraldas assustados se voltaram para o moreno, esse que agora não estava de pé a sua frente, mas sim aos seus pés ajoelhado a encarando. A mão na qual o Uchiha estava segurando, nela havia um calor gentil e muito especial.

Já de pé, com a ajuda de Sasuke, a mulher foi levada até a cozinha.

– Eu poderia ficar lá fora. – Murmurou.

– Bom, eu não sou a madame Senju. Então você não iria comer facilmente a minha comida. Então eu a trouxe para assistir o seu futuro marido em ação. – Piscou para ela, enquanto colocava o avental. – Eu já sei das fofocas, e imagino que não seria bom você estar perto daqueles homens. – Olhou nos olhos verdes.

– Mentiroso! – Exclamou. – Agora que sou sua noiva, você não me quer perto de nenhum outro homem. – Bufou.

– Oh céus, foi tão óbvio assim?! – Bateu na própria testa.- Você, me pegou. – Cruzou os braços.

Uma risada, alegre e espalhafatosa, era esse som que preenchia aquela cozinha de paredes em cor marrom. O coração de Sasuke saltavam com aquele novo som, o som da risada e as gargalhadas de Sakura.

– A minha tia, ela quer conhecer você. – Contou.

– O quê? – Indagou. – Mas, agora?

O Uchiha apenas acenou com a cabeça em sinal positivo.

– Eu não estou apropriada para um encontro com a família do meu noivo. – Sorriu de nervoso.

– Para mim, você está linda. – Respondeu, com os olhos sobre a massa do bolo.

Ele iria preparar um bolo de café da manhã para ela.

– Como assim? – Exclamou já de pé. – Meu rosto está da cor de um fantasma, meus cabelos estão desarrumados e essa roupa não diz que sou uma bela noiva. – Se pôs ao lado de Sasuke na bancada da cozinha.

– Ora essa. – Encarou a pequena mulher. – Seu rosto é belo, como a de um anjo. – Acariciou a bochecha, agora corada. – Saiba que eu prefiro cabelos desarrumados à tranças ou penteados semelhantes. Para mim, os desarrumados são charmosos. – Sorriu. – Não é a sua roupa que diz que é ou não é uma bela noiva. Eu sou o seu noivo, e digo que você é a mais bela de todas as noivas.

Eles estavam próximos, sentiam a respiração um do outro. Por um momento os olhos cristalinos caíram sobre os lábios do homem à sua frente.

Imersa à aquele fio que lhe atraia até ele, não notou quando o braço forte rodeou a cintura fina e a trouxe para mais perto do peitoral.

– Imploro para quê não me olhe dessa forma. – Fechou os olhos enquanto uniu as testas.

– Do quê está falando? – Questionou ainda sem entender. – De que forma estou olhando para você? – Piscou os grandes olhos, em confusão.

– Sakura, você não tem ideia do quanto esses seus olhos, não, – apertou a cintura fina – do quanto você, mexe comigo. – Engoliu a seco.

– É melhor irmos logo. – Afastou-se de leve. – A sua tia, ela deve está nós esperando. – Sussurrava pois estava com dificuldade em respirar. – Você limpa, e eu vou sair primeiro. – Disse sem olhá-lo saindo às pressas.

Ao ficar só o Uchiha se deu conta do quê havia acabado de acontecer.

– Meu Jesus! – Exclamou com a mão no peito. – Assim não dá, como vou viver ao lado de uma mulher como Sakura? – Olhou para o telhado. – Respira Sasuke, não é o fim do mundo. A sua esposa é uma mulher tão linda ao ponto de causar em você ataques do coração, mas tá tudo bem.

Após sair da cozinha o moreno encontrou a rosada, ela estava de costas conversando com a garçonete morena. Caminhou até elas, tentou agir naturalmente, ele tentou.

– Por quê o senhor está corado? – Indagou Tayuya que passava por ali com uma bandeja

– Que história é essa menina? – Exclamou. – Vamos Sakura. – Saiu porta a fora de mãos dadas com a rosada.

Pronta para indagar com o comportamento alheio a mulher cruzou os braços, mas calou-se ao sentir o corpo ser erguido pelo moreno.

– Eu consigo subir na carroça! – Gritou.

– E eu consigo erguer a minha noiva. – Contrariou. – Estou treinando para o nosso casamento. – Piscou para ela.

Quando a carroça deu partida, a Haruno se questionou o que ele quis dizer , mas depois entendeu.

– Ei! – Bateu no ombro do moreno. – Retire esses pensamentos já! – Ordenou.

– Olha, vamos nos casar então. – Recebeu outro tapa. – Oh, isso dói! – Choramingou.

– Desde quando tem pensamentos tão libertinos? – Rosnou.

– Desde quando tem uma força tão grande? – Choramingou. – Eu quero chegar com todos os membros intactos no nosso casamento tá?

A Haruno continuou a reclamar das frases que o Uchiha soltava sem pensar, e enquanto isso, ele se divertia com a liberdade entre os dois. Para ele, ela está dando bronca e até reclamando era sinal de liberdade e conforto entre os dois.

Quando a carroça passou pela frente do famoso Palácio, os olhos verdes encontro o rosto nada contente de Kiba, que os assitia de longe.

Ah, verdade, ela havia se esquecido. Na volta teria quê resolver e limpar a própria honra, para quê o seu futuro marido não fosse difamado.

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