
Saphira
– Vocês duas vão escutar isso até quando? – Já era a quarta vez que escutamos, e o Johann está bem irritado com isso, adoro o irritar, ele fica com um bico lindo, parece até um bebê.
– Até quando a gente quiser.
– Johanna, já basta escutar isso em casa, agora no carro? Aliás, esse carro também é meu, esqueceu?
– Claro que não esqueci, bobinho, mas o que eu posso dizer? Sou uma menina má. – Terminou de falar cantando um trecho da música.
– Você sabe que eu odeio você, né? – Acenou com a cabeça confirmando. A minha vontade era de rir, esses dois são muito engraçados, mas eu me segurei, vai que eles ficassem chateados.
– Então vamos fazer uma votação.
– De que? – Eu e o Johann perguntamos ao mesmo tempo, não estávamos entendendo aonde ela quer chegar com isso.
– A votação vai ser a seguinte, se estiver mais dois votos para sim, quer dizer que vamos escutar essa música até chegarmos ao nosso destino, e se o voto for não, não vamos escutar, o que é uma pena, nunca me canso de escutar essa música. – Falou olhando para mim e fazendo uma cara de gatinho que caiu da mudança.
– Eu topo – Falou o Johann. – Saphira, vai ser sim ou não?
– Porque eu tenho que decidir isso?
– Por que o meu voto é sim e o do Johann é não, então só falta o seu. – Falou num tom óbvio, como se estivesse explicando para um bebê, e se parar de pensar, isso é mesmo bem óbvio.
– Sim. – A Johanna levantou os dois braços comemorando e falou um Yeah baixinho.
– Assim não fale, você só falou sim para me provocar.
– Fazer o que? Eu amo te ver irritado. – Ele ficou vermelho de tanta vergonha, a minha vontade era de apertar essas bochechas, já disse que para mim ele parece um bebê?Sse não eu digo, para mim ele parece um bebê.
– Tá, isso foi fofo. – Johanna falou encerrando o assunto.
Nós escutamos a música até chegar na casa deles.
– O que estou fazendo aqui? – Falei não entendendo nada. – Não queríamos te deixar em casa para longe da gente.
– Eu não concordei com nada disso.
– Cala a boca Johann, continuando, a gente ia morrer de saudade, – o Johann ia falar alguma coisa, mas a Johanna olhou com um olhar bem mortal, que fez ele calar a boca de uma vez – e decidimos te trazer para a nossa casa.
– Okay. – Falei concordando com isso, até que eles são legais, um pouco esquisitos (principalmente a Johanna), mas de um jeito muito bom (se é que é possível).
descemos do carro, e a casa por fora é a coisa mais linda que eu já vi (admito que é mais linda e maior que a minha casa). Ela é de dois andares, na cor branca, no meio tem um destaque totalmente em madeira (que até parece madeira mesmo, mas acho que é pintado), e tem uma garagem que é enorme, e que tem dois carros na garagem (o que para mim já diz muito).
Entramos na casa, e por dentro é mais lindo do que por fora. O primeiro cômodo da casa é a sala, a cor que mais predomina é branco e marrom. A cor da parede é totalmente branca, mas na parede esquerda tem um detalhe que parece até listra (que são da cor: Branco e Preto). Os sofás são totalmente da cor branca, só que tem dois sofás (que só cabem uma pessoa) no lado esquerdo. No meio tem uma mesa totalmente marrom, e o tapete é bege. Tem uma parede com cor cinza (que parece até mini tijolos) e que do outro lado é a cozinha.
Nas paredes das cozinhas é totalmente branco, e nos móveis é totalmente num tom cinza escuro e dá um acabamento de fosco. A Mesa é de vidro, tem uma flor no meio, e as cadeiras são marrons (que parece bem fofinho de se sentar) e com a “perna” preta.
– Quer comer alguma coisa? – A johanna perguntou me tirando dos meus pensamentos.
– Sim.
– O que vai querer?
– Pode ser qualquer coisa, estou morrendo de fome. – O Johann falou se metendo na conversa.
– Eu não estou falando com você, orelha de burro.
– Porca.
– Metidinho.
– Feia.
– Urubu.
– Corna.
– Olha seu… – Ela veio para cima dele com uma colher de madeira, e eu sei que aquilo dói, mas não consegui proteger ele, estava muito ocupada rindo dos dois.
– Chega Johanna, não falo mais, me desculpa. – Falou se afastando dela.
– É bom mesmo, se não dá próxima vez você vai ser um homem morto. – Falou o olhando com um olhar mortal e apontando a colher de madeira na direção dele, e admito, até eu fiquei com medo.
– Tá bom, desculpa, também não precisa ameaçar.
– Então Saphira, o que vai querer? – Falou agora com uma voz doce, não parece a mesma pessoa que ameaçou o próprio irmão, eu heim, até parece que é bipolar (vai ver é mesmo).
– Pode ser qualquer coisa.
– Okay, vou fazer sanduíches, pode ser? – Assenti com a cabeça.
– Eu também quero. – Mas uma vez o Johann se intrometendo na conversa.
– Faz para você. – Falou encerrando o assunto, e o Johann foi obrigado a fazer para ele. Quando ela terminou, deu o meu sanduíche, e o Johann foi fazer o dele.
– Vocês dois são engraçados.
– O Johann que é um idiota, só isso.
– Não é só isso, vocês dois são muito grudados e mesmo se alfinetando todo esse tempo, dá para ver que se amam muito.
– Eu? Amar essa guria? Nem pensar. – Falou num tom de brincadeira.
– Olha seu… – Pegou a colher de madeira e ia bater nele de novo, até que ele falou:
– Eu amo você, Johanna. – Ela abaixou a colher bem na hora. – Acho bom.
– Viu o que eu tenho que enfrentar? Sofro isso todo dia.
– Bem feito.
A johanna deu uma gargalhada e fizemos um High Five. Eles são legais, loucos, mas legais.
