Assombrados (Capítulo 13)

johann

Quando eu acordei, a Johanna e a Saphira parecia que tinham visto um fantasma, de tão branca e com cara de assustada que estavam. 

– O que aconteceu? Porque estão com essas caras? 

– Você não se lembra? – A saphira me perguntou, e caramba, até com a cara assustada ela fica linda, como pode isso? 

– Não me lembro do que?

– Saphira, você pode buscar um café para mim? – A johanna perguntou, isso quer dizer que ela queria conversar a sós comigo, mas a minha pergunta é: o que ela quer conversar?

– Claro, com leite?

– Sim, e 2 colheradas de açúcar. 

– Okay, volto já. 

Ela saiu do quarto, e eu logo falei. 

– Você nem gosta de café. 

– Eu sei, é só para ocupar ela. 

– O que você quer tanto assim conversar comigo? 

Ela me contou tudo que tinha acontecido, e eu fiquei realmente assustado, no final ela perguntou. 

– Tem certeza que não se lembra? 

– Tenho, mas eu preciso te contar uma coisa. 

– Fala. 

Eu contei para ela sobre o meu novo sonho, sobre eu sonhar com um homem tanto uma epilepsia e acabar se afogando e morrendo, e contei que foi por isso que eu acabei desmaiando. 

– Meu Deus, você sabe quem era?

– Não faço ideia. 

– Você está bem? 

– Agora estou. 

– Que bom, já imaginava que tinha acontecido algo parecido.

– Você me conhece muito bem. 

– Mudando de assunto, nós temos que fazer um plano para salvar a vida da Saphira, e não podemos sair de perto dela um minuto qualquer. 

– Como se isso fosse possível, esqueceu que ela vai morar em outra casa com o pai dela? Ele não vai deixar estranhos morarem na casa dele. 

– Eu sei, podemos acampar perto?

– Ele vai chamar a polícia quando perceber isso. 

– Verdade. – Ela colocou a mão na boca e fez uma cara de pensativa, se eu não estivesse tão preocupado, eu ia começar a rir dela, porque sempre as caras e bocas dela são hilárias. 

– Você tem certeza que não quer contar para a Saphira sobre você?

– Ela vai me achar um louco. 

– Tem esse problema, mas se ela não achar? 

– Vai ser um milagre. 

– Certo, estou vendo que não quer falar sobre isso. 

Alguém bateu na porta (acabei levando um susto). 

– Oi. – Era o Aleksandro. – Eu e a Saphira vamos para a casa.

– Nós também vamos. – Eu falei 

– Não, o Johann ainda está doente, e não tem permissão de sair da enfermaria. 

– Aonde vocês vão ficar? – Johanna perguntou.

– Na casa da Naomi, a tia da saphira, tchau para vocês, obrigado por cuidar dela. 

No final a gente só se limitou a dar tchau, e eles foram para a nova casa, eu queria ir junto, mas o hospital ainda não me deu alta. 

Quando chegou a noite, eu e a Johanna fomos dormir (ela dormiu no sofá, ao lado da minha cama). Eu tive mais um sonho. 

“ele estava num lugar escuro, tudo estava escuro, mas ele conseguiu ver a Saphira, amarrada, amordaçada e toda machucada, ele tentou chamar o seu nome, mas a sua voz não saiu, não soube se era por causa que estava muito assustado, ou porque era um sonho.

Ele sabia que tinha duas pessoas na sala, conseguia ver o seu pé, mais não a sua cara, ele via que essa pessoa estava em pé, via que estava rindo (uma risada demoníaca, que arrepiava até pelos do seu corpo inexistente), mas não conseguia se mover, não conseguia fazer nada para o impedir, ele ainda estava olhando, quando o homem (só sabia disso por causa dos sapatos) pegou a sua arma e atirou na saphira”.

Ele acordou se debatendo e sua irmã estava em cima dele, tentando o acordar.

– Sai de cima de mim Johanna.

– O que aconteceu? Você estava gritando e se debatendo. Eu contei tudo sobre o meu sonho e a Johanna falou. 

– Precisamos falar disso para a polícia. 

Não me importei se eles iam me achar um louco, só queria salvar a Saphira. 

– Vamos. 

Todo mundo no hospital estava dormindo, então nós saímos escondidos, e fomos para a delegacia. Quando chegamos lá conversamos com um cara (só contamos que ela sumiu, mas nada, pois se não ia nos achar loucos), e no final ele falou.

– Quanto tempo faz que ela sumiu?

– Umas 6 horas. 

– A gente só procura por pessoas desaparecidas depois de 24 horas que a pessoa desaparece. 

– Mas… – Eu comecei a falar e ele me interrompeu, que cara mais chato.

– Desculpa, estamos ocupados. 

A gente foi obrigado a sair de lá, e no final a Johanna teve uma grande ideia. 

– Que tal a gente ligar para os meus amigos? 

– Está louca? E o que a gente vai falar para eles? 

– A verdade. – Eu acho que fiz uma cara esquisita, porque no final ela falou. – Ah qual é, você tem que confiar mais nas pessoas. 

– Não quero, obrigado.

Deu 5 minutos em silêncio, ela acabou falando. 

– Já mandei. 

– O quê? – Fiquei com uma cara assustada. 

– Mandei uma mensagem contando sobre tudo o que está acontecendo para a Anna Luisa, Gregory e Thamires, e vamos nos encontrar na nossa casa, já que não sabemos onde é a nova casa da Saphira. 

– O quê? Mas… 

– Vamos logo, você não quer salvar ela? 

– Okay, vamos lá. – Acabei desistindo da discussão, e fomos para a nossa casa, chegando lá, encontramos eles. 

– É sério que você tem poderes? – A Anna Luisa perguntou e eu só acenei com a cabeça, não sabia o que falar. 

– A gente acredita em você. 

– Mas com…

– Você sempre foi estranho, tem uma aura de morte ao seu redor, já imaginava uma coisa assim. – O Gregory, o mais lerdo deles falou, se ele achou isso, então todos devem pensar nisso.

– Vamos lá.

Entramos na nossa casa, e a Anna Luisa já pegou o celular e começou a mexer em alguma coisa que eu não conseguia entender direito, e eu acabei perguntando.

– O que está fazendo? 

– Rastreando o celular da Saphira. 

– Quê? – Fiquei surpreso, como ela conseguia fazer isso?

– Silêncio, estou me concentrando.

Depois de 5 minutos com todo mundo em silêncio, ela acabou falando.

– Terminei. 

– Que rápido, então vamos. 

Fomos até onde o GPS do rastreador nos indicou, e vimos que é uma casa super linda, branca e de dois andares, tem uma piscina na frente da casa (com uma tobogã gigante) e com várias árvores na frente. 

Batemos na porta, e o Aleksandro abriu.

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